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Cannes abre o festival de cinema com Woody Allen

A comédia "Café Society", de Woody Allen, abre, hoje, o 69.º Festival Internacional de Cinema de Cannes, em França, edição que conta com medidas de segurança mais apertadas, por causa dos atentados de novembro em Paris.

© Regis Duvignau / Reuters

Seis meses depois dos atentados terroristas, o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, citado pela agência France Presse, prometeu "o mais elevado nível de segurança possível", que se traduz num dispositivo reforçado, mas discreto, para não perturbar aquela que é considerada uma das maiores festas internacionais de cinema.

Este ano, o festival abre com o novo filme de Woody Allen, fora de competição, protagonizado por Kristen Stewart e Jesse Eisenberg, e conta com a presença de muitos cineastas repetentes, na competição pela Palma de Ouro.

"Aquarius", do realizador brasileiro Kléber Mendonça Filho, com Sónia Braga, faz parte da competição oficial, ao lado dos filmes de Pedro Almodóvar ("Julieta"), de Olivier Assayas ("Personal shopper") e de Xavier Dolan ("Juste la fin de monde").

"Toni Erdmann", de Maren Ade, "La fille inconnue", dos irmãos Dardenne, "I, Daniel Blake", de Ken Loach, "Ma'Rosa", de Brillante Mendoza, e "The last face", de Sean Penn, também estarão em competição.

O realizador holandês Paul Verhoeven, que foi o herói independente da edição deste ano do festival IndieLisboa, terá, na competição de Cannes, o filme "Elle", e Nicolas Winding Refn regressa ao festival com "The neon demon".

Entre os participantes, destaca-se ainda para o realizador norte-americano Jim Jarmusch, que terá "Paterson", protagonizado por Adam Driver, na competição, e, fora dela, "Gimme Danger", um documentário sobre os Stooges.

Na Semana da Crítica - uma das secções paralelas de Cannes -, que começa, na quinta-feira, serão exibidas as curtas-metragens portuguesas "Ascensão", de Pedro Peralta, e "Campo de víboras", de Cristèle Alves Meira.

Entre as dez curtas-metragens selecionadas para a competição está também o filme brasileiro "O delírio é a redenção dos aflitos", de Felipe Fernandes.

Em Cannes, fora de competição, destacam-se "La forêt de Quinconces", de Grègoire Leprince-Ringuet, produzido por Paulo Branco, e "The last days of Louis XIV", do espanhol Albert Serra, com Jean-Pierre Léaud, que será distinguido com a Palma de Ouro Honorária, na cerimónia de encerramento. O filme foi coproduzido pela Rosa Filmes e a rodagem passou por Portugal.

Em estreia, Cannes acolherá também "BFG", de Steven Spielberg, uma adaptação de um livro para crianças de Roald Dahl, que conta com o ator português Paul Moniz de Sá, radicado no Canadá, como um dos gigantes, e "Money Monster", um "thriller" realizado por Jodie Foster, com George Clooney e Julia Roberts, com estreia anunciada para quinta-feira, nas salas portuguesas.

O festival será ainda palco da apresentação de "100 Years -- The Movie You Will Never See", de Robert Rodriguez, protagonizado por John Malkovich, que supostamente só será estreado a 18 de novembro de 2115, ainda que se desconheça qual o suporte em que, daqui a um século, será apresentado.

O festival de Cannes termina no dia 22 e, pela primeira vez, o filme de encerramento será o vencedor da Palma de Ouro.

O júri é presidido pelo realizador australiano George Miller.

Lusa

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