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Museu de Auschwitz vai receber mais de 16 mil objetos dos prisioneiros

O museu de Auschwitz conseguiu obter mais de 16.000 objetos pertencentes a prisioneiros do campo de concentração nazi, encontrados numa escavação arqueológica em 1967 e que estavam guardados desde então nos sótãos de outro museu.

Museu de Auschwitz

Museu de Auschwitz

© Mike Segar / Reuters

Os responsáveis do museu Auschwitz-Birkenau divulgaram um comunicado em que consideram que os objetos "não são apenas um notável testemunho da história do campo e do extermínio levado a cabo pelos alemães, mas também um testemunho pessoal da existência das vítimas".

A maior parte dos objetos são os últimos que as vítimas usaram antes de serem levadas para a câmara de gás. Encontram-se entre eles fragmentos de sapatos, jóias, relógios, talheres, escovas, isqueiros, utensílios de cozinha, botões, navalhas ou chaves.

Os objetos estavam guardados em 48 caixas nos sótãos do museu da Ciência.

Segundo a responsável pelas coleções do museu, Elzbieta Cajzersó, o museu tinha 400 objetos antes de decidir integrar os objetos encontrados mais de 20 anos depois do fim da II Guerra Mundial.

"Este número parecia-nos muito reduzido, estávamos convencidos que devia haver muito mais e começámos uma procura que levou vários meses até dar com mais de 16.000 objetos", disse Elzbieta Cajzer, indicando um documentário realizado em 1967, que serviu de base para a busca, sobre os trabalhos arqueológicos em redor das ruínas da câmara de gás e do crematório III.

O diretor do museu de Auschwitz, Piotr Cywinski, lembrou que o processo não foi fácil devido a todas as mudanças ocorridas na Polónia, onde o campo de Auschwitz se encontra, desde a queda do comunismo. O realizador do documentário já morreu e as instituições que o financiaram também se alteraram, o que constituíram outras dificuldades no caminho, segundo Piotr Cywinski.

Lusa

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