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Siza Vieira não participa no concurso público para reconversão de hotel de Macau

O arquiteto português Siza Vieira não vai participar no concurso público para a reconversão do Hotel Estoril de Macau, projeto que anteriormente lhe tinha sido prometido por ajuste direto, informou na quarta-feira o secretário da Cultura da região.

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"Infelizmente, ele já não está disponível para participar em concurso público", disse o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura do Governo de Macau, Alexis Tam, à emissora pública de televisão, TDM.

Em abril do ano passado, o Governo de Macau anunciou que a obra de reconversão do antigo hotel, atualmente abandonado, ficaria a cargo do Prémio Pritzker, que manifestou vontade em demolir o edifício.

No entanto, na passada sexta-feira, Alexis Tam revelou que afinal seria realizado um concurso público para que arquitetos locais, que se manifestaram insatisfeitos com o ajuste direto a Siza, pudessem também participar.

Classificando a mudança de opção como uma "questão política", o secretário assegurou que o arquiteto português seria convidado a participar no concurso público.

Na terça-feira, em resposta escrita à agência Lusa, Siza Vieira indicou ter sido informado da decisão de realizar um concurso, opção que "naturalmente" aceitou. O arquiteto não indicou, no entanto, se participaria no concurso.

Confrontado com a questão, Alexis Tam veio agora informar que tal não acontecerá, o que diz lamentar.

"Eu queria convidá-lo, mas como sabe aqui em Macau, hoje em dia, é tudo uma confusão. Infelizmente, lamento, vou preparar uma carta para agradecer ao senhor Siza Vieira", disse.

O Governo de Macau quer reconverter o edifício do antigo Hotel Estoril num centro de artes e escolas artísticas direcionado para os jovens. O hotel, construído na década de 1960 e onde Stanley Ho iniciou a sua concessão de jogo, fechou portas nos anos 1990 e tem estado, desde então, desocupado.

Quando Siza Vieira defendeu a demolição e a não manutenção da fachada do edifício, gerou-se um debate sobre a requalificação do edifício e o seu eventual valor patrimonial e histórico, tendo o Governo de Macau lançado uma consulta pública e encomendado um inquérito.

Em setembro, a associação de urbanistas de Macau Root Planning lançou uma petição para pedir a avaliação do valor patrimonial do antigo Hotel Estoril e piscina adjacente.

A 15 de março deste ano, o Conselho do Património Cultural de Macau decidiu que o edifício não será classificado.

Lusa

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