sicnot

Perfil

Cultura

Teresa Veiga vence Grande Prémio de Conto-Camilo Castelo Branco

A escritora Teresa Veiga venceu por unanimidade o Grande Prémio de Conto-Camilo Castelo Branco, com o livro "Gente melancolicamente louca", anunciou hoje a Associação Portuguesa de Escritores (APE), que instituiu o galardão.

"Um júri constituído por Daniel Jonas, Isabel Cristina Mateus e Maria Carlos Loureiro, reunido na sede da APE em Lisboa, decidiu, por unanimidade, atribuir o prémio ao livro Gente melancolicamente louca, de Teresa Veiga, editado pela Tinta-da-China", afirma a APE, em comunicado.

"Pela elegância despojada da sua escrita, Teresa Veiga revela um notável domínio do tempo, espaço e ritmo narrativos, incorporando várias leituras e sintetizando-as fulgurantemente na sua voz. É com mestria que a autora trata o género, de forma a envolver o leitor nas diferentes atmosferas narrativas que constrói", justifica o júri citado pela APE.

Esta é a teceira vez que Teresa Veiga, 71 anos, vence este galardão. Em 1992 recebeu o prémio pela obra "História da Bela Fria", que lhe valeu também o Prémio P.E.N. Ficção desse ano, e, em 2008, voltou a receber o Grande Prémio de Conto - Camilo Castelo Branco pela coletânea "Uma aventura secreta do marquês de Bradomín".

Teresa Veiga é o pseudónimo literário de uma lisboeta, "nascida a 24 de março", "de quem pouco se sabe, porque não dá entrevistas nem revela a sua verdadeira identidade", lê-se no sítio na internet da Casa de Camilo, espaço cultural em S. Miguel de Seide, em Vila Nova de Famalicão.

Segundo esta instituição, Teresa Veiga licenciou-se em Direito, na Universidade de Lisboa, em 1968, especializou-se e exerceu, entre 1975 e 1983, o cargo de conservadora do registo civil nos arredores da capital, decidiu estudar Filologia Românica, curso que concluiu em 1981, tendo sido professora de Português e Francês no Ensino Secundário, durante vários anos.

Entre as obras que publicou contam-se "Jacobo e outras histórias" (contos, 1980), "O último amante" (novelas, 1990), "A paz doméstica" (romance, 1999) e "As enganadas" (contos, 2003).

O Grande Prémio de Conto-Camilo Castelo Branco, no valor pecuniário de 7.500 euros, foi instituído em 1991, pela APE, com o patrocínio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, e "destina-se a distinguir uma obra em língua portuguesa de um autor português ou de país africano de expressão portuguesa, publicada em livro em 1.ª edição, no decurso do ano transato".

Outros autores distinguidos com o Grande Prémio de Conto-Camilo Castelo Branco foram Mário de Carvalho, Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho, Miguel Miranda, Luísa Costa Gomes, José Jorge Letria, José Eduardo Agualusa, José Viale Moutinho, António Mega Ferreira, Teolinda Gersão, Urbano Tavares Rodrigues, Manuel Jorge Marmelo, Paulo Kellerman, Gonçalo M. Tavares e Ondjaki.

"A data do ato formal de entrega será oportunamente anunciada", esclareceu a APE.

Lusa

  • SAD do Benfica duplica lucros

    Desporto

    O Benfica fechou a época passada com lucros de 44,5 milhões de euros, mais do dobro do registado na época anterior. São os mais elevados de que há registo.

  • Peritos mundiais debatem doenças neurodegenerativas em Lisboa
    3:04
  • "O Benfica é atacado e não há ninguém que fale e que dê a cara?"
    6:05
    O Dia Seguinte

    O Dia Seguinte

    2ªFEIRA 21:50

    Depois do artigo publicado no blog "Geração Benfica", Rui Gomes da Silva reiterou esta segunda-feira, em O Dia Seguinte da SIC Notícias, algumas das críticas à estrutura do clube. O antigo vice-presidente do Benfica defendeu Luís Filipe Vieira, Rui Vitória e Nuno Gomes. E acusou novamente Rui Costa de passividade e os vice-presidentes de não darem a cara. 

  • Governo aconselha pais a fazerem queixa de manuais em mau estado
    2:31
  • Acha que este padre sabe dançar?
    2:22