sicnot

Perfil

Cultura

Dança "Antes que matem os Elefantes" de Olga Roriz apresentada em Lisboa

A nova coreografia de Olga Roriz, "Antes que matem os Elefantes", que aborda o sofrimento do povo devido à guerra na Síria, vai ser apresentada no Teatro Camões, em Lisboa, a 15 e 16 de julho.

(Lusa)

De acordo com a Companhia Olga Roriz, a nova peça coreográfica - estreada no Dia Mundial da Dança, em abril, em Aveiro - vai ser apresentada pela primeira vez na capital portuguesa.

A coreógrafa quis que a guerra na Síria fosse o palco de "Antes que matem os Elefantes", uma peça de dança que criou como alerta para uma reflexão coletiva sobre o conflito naquele país.

Logo no início de "Antes que matem os Elefantes" é exibido um vídeo de seis minutos, sem imagens, apenas com legendas, com depoimentos de crianças, a maior parte delas a viver em Alepo, na Síria.

No vídeo, as crianças que aparecem a dar o seu depoimento passam fome, algumas ficaram órfãs, perderam irmãos, familiares, estão perturbadas, e as vozes e as palavras constituem "um alerta" para o público, explicou à Lusa a coreógrafa, em abril.

Em palco, estarão sete bailarinos que se movem num apartamento destruído, e o conflito - que continua a provocar fome, violência, morte e a lançar o país no caos - é apresentado de forma intensa.

"Quero que as pessoas pensem nisto: está longe, mas está perto. É uma forma muito delicada, mas muito profunda, de alertar o público para as coisas; ficam imagens muito fortes, mais do que no telejornal", sustenta a coreógrafa e bailarina.

"Antes que matem os Elefantes" começou a germinar há mais de um ano, com base numa ideia para uma peça sobre um grupo de pessoas à procura de um lugar, que chegou a passar pela situação dos refugiados no Mediterrâneo, mas depois assentou no conflito na Síria.

A coreografia de "Antes que matem os Elefantes" é de Olga Roriz, a seleção musical é de Olga Roriz e João Rapozo, a cenografia e figurinos de Olga Roriz e Paulo Reis, desenho de luz de Cristina da Piedade, vídeo e pós-produção de áudio de João Raposo.

A Companhia Olga Roriz está a realizar uma digressão com a peça coreográfica por várias cidades: depois do Teatro Camões, em Lisboa, seguem-se o Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo (23 de setembro), Teatro Municipal de Bragança (29 de outubro) e Teatro Nacional de São João, no Porto (26,27 e 28 de janeiro de 2017).

No ano passado, Olga Roriz assinalou 20 anos da companhia em nome próprio e 40 anos de carreira com a apresentação da peça "Propriedade Privada" (1996), no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

Lusa

  • Biológicos nas escolas e nos telemóveis

    País

    O Governo vai criar o Dia Nacional da Alimentação Biológica e uma estratégia que passa por distribuir produtos biológicos nas escolas e criar uma aplicação móvel para os portugueses poderem localizar unidades de produção ou comercialização de produtos biológicos, segundo a Estratégia Nacional que será hoje apresentada.

  • Primeiro-ministro holandês liga a Costa para explicar palavras de Dijsselbloem
    2:23

    País

    António Costa pediu que Djisselbloem desaparecesse da Presidência do Eurogrupo. Após esta tomada de posição, o primeiro-ministro holandês ligou para Costa na semana passada a dar explicações. Contudo, o primeiro-ministro português não recua e volta a dizer que Dijsselbloem não tem condições para continuar, na sequência das declarações sobre copos e mulheres. Os eurodeputados do Partido Popular Europeu reforçaram também esta terça-feira o pedido de demissão.

  • Surto de hepatite A em Portugal
    2:45

    País

    Há um surto de hepatite A em Portugal. Desde janeiro, 105 pessoas foram diagnosticadas na região de Lisboa e Vale do Tejo, um número superior aos casos contabilizados em todo o país nos últimos 40 anos. O surto terá começado na Holanda e está a atingir quase toda a Europa.

  • Abertura da lagoa de Santo André atrai surfistas e bodyboarders
    4:15
  • Novo vídeo do Daesh mostra crianças a treinar para matar
    3:35
  • Kennedy acreditava que Hitler estava vivo

    Mundo

    Um diário de John F. Kennedy vai a leilão em Boston, nos Estados Unidos da América. O diário foi escrito durante a sua breve carreira como jornalista, depois da 2.ª Guerra Mundial. No livro, foram expostas algumas teorias do antigo Presidente norte-americano, como a possibilidade de Hitler estar vivo.

    Ana Rute Carvalho

  • Trump propõe cortes orçamentais para pagar muro

    Mundo

    O Presidente dos Estados Unidos está a propor cortes de milhões de dólares no orçamento para que os contribuintes norte-americanos, e não o México, paguem o muro a construir na fronteira entre os dois países.

  • Tecnologia permite a tetraplégico mexer mão e braço

    Mundo

    Um homem que ficou tetraplégico num acidente voltou a mover-se com a ajuda da tecnologia e apenas usando o pensamento, num projeto de investigadores dos Estados Unidos divulgado esta terça-feira na revista especializada em medicina The Lancet.