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Para o ano há mais

Para o ano há mais

Steve Angello e Jimmy P fecharam a 20.º edição do Festival MEO Sudoeste. Muitos dos campistas que estiveram na Herdade da Casa Branca despediram-se com tristeza de 9 dias na tenda e 4 de música.

"Muito calor", "fogo de artifício" e "recordes de público" na Herdade da Casa Branca, em Odemira, marcaram a 20.ª edição do festival Meo Sudoeste que tem regresso marcado para o próximo ano, entre 02 e 06 de agosto.

"Correu muito bem o fogo-de-artifício, foi um momento de arrepiar feito com muito carinho", destacou o promotor do festival, Luís Montez, a propósito da forma escolhida para assinalar a 20.ª edição do certame que leva milhares de pessoas a rumar até à costa alentejana desde 1997.

Com 32 mil pessoas na quarta-feira, 41 mil na quinta-feira, 39 mil na sexta-feira e 48 mil no sábado, Luís Montez assegurou, embora não tenham ainda sido divulgados os números de domingo, terem sido batidos "recordes de público".

Com o festival a terminar, o promotor está já a preparar a próxima edição, que vai decorrer de "02 a 06 de agosto, no sítio do costume", no ano em que se celebram os 20 anos do festival.

Com dois palcos, três dias de concertos rock e muito pó, o festival Sudoeste estreou-se em 1997, na Herdade da Casa Branca, em Odemira, desbravando terreno para passar a "cultivar música" em plena costa alentejana, tendo chegado à 20.ª edição com mais palcos, mais espetáculos, mais público, novas tecnologias e nove dias de campismo.

Ainda nos anos noventa, apesar das "dúvidas", Luís Montez apostou na costa alentejana como o local ideal para promover um festival de música.

"Achava que havia apetência para este tipo de eventos, porque tínhamos um clima único e esta costa vicentina é inacreditável, mas daí a que o público se deslocasse a 200 quilómetros de Lisboa para vir assistir a um concerto no meio do Alentejo, tinha dúvidas", confessou, em declarações à agência Lusa.

Das primeiras edições, com concertos de bandas rock reconhecidas internacionalmente, como Marilyn Manson, dEus, Blur, Suede ou, entre outras, The Cure, o festival foi-se adaptando até aos dias de hoje, em que se foca na música eletrónica, sendo esta, segundo Luíz Montez, uma forma de diferenciação e de enfrentar a concorrência que foi surgindo.

"Temos um posicionamento, este é um festival jovem, mas que não esquece os mais adultos", disse, lembrando a atuação na edição deste ano de artistas como Sia, Seu Jorge, ou James Morrison, que "são para todas as idades".

A par da música, também os serviços e as infraestruturas, como as zonas de concertos e de campismo têm evoluído, desde a primeira edição.

Hoje há quatro palcos, relva em vez de pó, wi-fi gratuito, aplicações móveis, roda gigante, animação durante a tarde com concursos e jogos oferecidos por diferentes patrocinadores, locais para carregar telemóveis, supermercado, cozinha comunitária, cinema e sessões com DJ's no canal, que tem agora nadadores salvadores.

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