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Festival Vilar de Mouros arranca com mais público do que em 2014

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Depois de um hiato de dois anos, o mais antigo festival de música português voltou a Vilar de Mouros e conta já com mais público que em 2014, pouco antes da abertura de portas.

A maior afluência de espetadores é explicada, por Diogo Marques, da organização do festival, pelo assinalar das cinco décadas de vida do que chegou a ser conhecido como "o Woodstock português, mas também por "uma comunicação coerente, um cartaz completo e um trabalho em conjunto com a população".

A abertura do festival à população concretiza-se sobretudo pela atuação do coletivo "O Cancioneiro de Caminha", que reúne mais de 50 músicos e artistas do concelho numa área gratuita às portas do certame e que se antecipa à atuação de Manuel Fúria e os Náufragos, Peter Hook & The Light, The Legendary Tigerman, Happy Mondays, Peter Murphy e António Zambujo, todos no primeiro dia do festival Vilar de Mouros.

"Espera-se ter uma casa bastante composta", avançou à agência Lusa Diogo Marques, sublinhando a intenção dos organizadores em "fazer uma casa adaptada ao seu festival, muito acolhedora, com o palco virado para a zona da restauração - com vários petiscos e comidas regionais", para além de várias áreas de convívio contíguas ao rio Coura que permitam "uma vontade de regressas nas próximas edições".

A organização tem já planeadas edições anuais para o "pai dos festivais portugueses" - nascido em 1965 - até 2021, pelo que esta é entendida como "a edição do renascimento", que se espera sobretudo que esteja longe da versão de 2014, em que se contavam pelas poucas dezenas os espetadores que ouviam a banda portuguesa Capitão Fausto, que então abria o evento.

O caráter histórico de Vilar de Mouros reflete-se tanto no público que a ele acorre, como nas bandas que lhe preenchem o cartaz, a maior parte mais jovem que o próprio festival, mas que ainda assim foi acompanhando e crescendo com os artistas que lá vão tocando.

"O público de Vilar de Mouros é de várias gerações", recorda o organizador, referindo a grande "afluência de famílias - cujo avós já vieram aos primeiros [festivais] - com filhos que começam agora a ser introduzidos" a bandas e artistas que ascendiam à ribalta ainda o certame caminhava para a adolescência.

Vilar de Mouros arranca hoje, quinta-feira, com um cartaz marcado por nomes que se celebrizaram nas décadas de 1970 e 1980, como Peter Murphy (ex-Bauhaus) e Peter Hook (ex-Joy Division e ex-New Order).

A partir das 19:00 vai ser possível assistir à atuação dos portugueses Manuel Fúria e Os Náufragos, grupo com o 'single' "20.000 Naves" a circular em antecipação do novo álbum, seguindo-se o concerto de Peter Hook, antigo membro dos Joy Division e da banda que os sucedeu, os New Order.

A noite prossegue com o projeto Legendary Tigerman, de Paulo Furtado, a partir das 21:20, antes da entrada em palco dos Happy Mondays, grupo que faz parte do conjunto de artistas que saiu de Manchester, nos anos 1980, para o mundo, ainda com Shaun Ryder à cabeça.

Lusa

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