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"O pato selvagem" abre próxima temporada do Teatro Nacional D. Maria II

A peça "O pato selvagem", de Henrik Ibsen, com encenação de Tiago Guedes, abre em setembro a próxima temporada do Teatro Nacional D. Maria II (TNDM), em Lisboa, que inclui "Beaumarchais", de Pedro Amaral, foi esta sexta-feira divulgado.

A temporada 2016/17 inclui, entre outras, uma encenação de João Brites, de "A divina comédia", de Dante Alighieri, outra de Marco Martins, de "As criadas", de Jean Genet, numa nova tradução de Matilde Campilho, uma criação do Teatro do Vestido, "Esta é a minha cidade e eu quero viver nela", com textos e direção de Joana Craveiro, e o regresso de "Ricardo III", de William Shakespeare, sob a direção artística Tónan Quito, que esteve em cena na temporada passada, de 15 de outubro a 01 de novembro.

A temporada abre no dia 09 de setembro com três dias seguidos de iniciativas, sob o mote "Entrada Livre", definidos pelo TNDM como "uma festa do pensamento", para celebrar "o reencontro com o público".

"Na abertura da temporada 2016/17, convidamos todos a habitar esta casa que vos pertence. E como em qualquer teatro, propomos que o impossível apenas pareça impossível", acrescenta o TNDM, esclarecendo que a iniciativa faz parte do programa "Lisboa na Rua", organizado pela empresa municipal de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC).

No âmbito destes três dias realiza-se, nas ruas de Lisboa, "Esta é a minha cidade e eu quero viver nela", criação do Teatro Vestido que continuará pelas ruas de Lisboa até 24 de setembro.

Na sala estúdio será estreada "Nova criação", de Ágata Pinto, no âmbito do Ciclo Recém-Nascidos, e Inês Barahona e Miguel Fragata dirigem a "A visita escocesa", por vários espaços do TNDM, e, na sala Garrett, "O pato selvagem".

Na fachada do teatro para o Rossio apresentar-se-á "Na rua", de José Luís Peixoto, sob direção de Miguel Moreira.

"Em 'Na rua' vamos 'apanhar' as pessoas que se deslocam na cidade. Num objeto oval, que é um 'pequeno teatro' com duas entradas, uma para a cabeça de um 'performer' e outra para um espectador, será desenvolvida uma relação íntima", explica o teatro.

"As cores garridas farão prever uma situação divertida, criando um contraste entre essa expectativa e a história de José Luís Peixoto. Uma história curta com um grande poder dramático e de reflexão sobre o espaço público", remata.

Os três dias de festa incluem concertos na varanda, um deles pelo Filipe Melo Trio, leituras encenadas, uma feira do livro de teatro, a exposição "Teatro em cartaz: A coleção do D. Maria II, 1853-2015", com curadoria de Lizá Ramalho e Artur Rebelo, um ciclo de debates e a apresentação da obra "Tanto amor desperdiçado", de William Shakespeare, com tradução de Nuno Júdice.

"O pato selvagem", com Anabela Almeida, Gonçalo Waddington, João Grosso, Lúcia Maria, Margarida Correia, Pedro Gil e Tónan Quito vai estar em cena de 09 de setembro a 09 de outubro.

Segue-se "Uma menina está perdida no seu século à procura do pai", a partir de um texto de Gonçalo M. Tavares, com encenação de Marco Paiva, um espetáculo que celebra 30 anos do Projeto Crinabel Teatro, e que está em cena de 20 a 23 de outubro. A Crinabel é uma cooperativa criada em 1975 que visa a reabilitação de crianças e jovens com atraso no desenvolvimento, tendo iniciado o projeto de teatro com o ator Francisco Brás.

"Ricardo III", sob a direção de Tonán Quito, fica em cena de 02 a 06 de novembro, e, até ao final do ano, sobem à cena "Dias felizes", de de Samuel Beckett, com encenação de Andrea Renzi, no âmbito do Lisbon & Estoril Film Festival, "As criadas", de Genet, e, em dezembro, "Tristeza e alegria na vida das girafas", de Tiago Rodrigues.

O ano de 2017 abre com "Os últimos dias da humanidade", a partir de Karl Kraus, numa encenação de Nuno Carinhas e Nuno M. Cardoso, numa produção com o Teatro Nacional de São João, e ainda em janeiro será posta em cena "Vida e morte de Daniel Faria", uma criação, com texto e interpretação de Pablo Fidalgo.

Na sala estúdio, entre outras peças, será apresentada a encenação "Força humana", a partir de "Os Lusíadas", de Luís de Camões, numa direção e interpretação de António Fonseca e José Neves.

Miguel Moreira encena, em fevereiro, "O duelo", de Bernardo Santareno, com Catarina Félix, Francisco Camacho, Romeu Runa, entre outros, e música inédita de Pedro Carneiro.

Em março, em vários espaços do TNDM apresenta-se "Procedimento básico de recordação e esquecimento", um texto e encenação de Alex Cassa, e, na sala Garrett, "Como ela morre", um texto de Tiago Rodrigues, em cocriação e interpretação de Frank Vercruyssen, Isabel Abreu, Jolente de Keersmaeker e Pedro Gil, entre outros. Uma peça que traz ao palco do Rossio a personagem Anna Karénina, de Léo Tolstói.

Uma criação de Mónica Calle, com "título a confirmar", ficará em cena de março a abril do próximo ano.

"As bacantes", de Marlene Monteiro Freitas, "Rascunhos", a partir de Henry Purcell, de Jorge Silva Melo, pelos Artistas Unidos, e "Tivessem ficado em casa, seus anormais", de Rodrigo García, com encenação Albano Jerónimo, são outras peças a apresentar na sala lisboeta.

Em junho estreia "Beaumarchais" com libreto, composição e direção musical de Pedro Amaral, encenação e texto original Jorge Andrade.

"Beaumarchais" é uma ópera que se inspira nas três peças de Beaumarchais (1732-1799), sobre a família Almaviva, "O barbeiro de Sevilha", "As bodas de Figaro" e "A mãe culpada".

O TNDM participa ainda, entre outras iniciativas, na Semana Mundial da Harmonia Inter-Religiosa, no 2.º Encontro Nacional de Escolas de Teatro, na BoCA - Bienal de Arte Contemporânea e no Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas (FIMFA Lx17).

Lusa

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