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Ator Bill Cosby responde a acusações de abuso sexual a 5 de junho de 2017

O ator norte-americano Bill Cosby será levado a tribunal por acusações de agressão sexual a 5 de junho do próximo ano, no caso de Andrea Constand, de 2004, uma das mais de 50 mulheres que denunciaram o comediante.

Matt Rourke

A data foi fixada esta terça-feira pela juíza Elizabeth McHugh, do tribunal de Norristown, Pensilvânia.

Cosby, de 79 anos, conhecido como "o papá da América", vai responder por três acusações de agressão sexual agravada, um delito que tipifica as violações ou agressões sexuais e que pode ser punido com penas de até 10 anos de prisão.

De braço dado com um homem e acompanhado pelos seus advogados, Cosby chegou ao tribunal sob uma grande atenção mediática, com dezenas de câmaras de televisão a rodeá-lo.

Em maio passado, a juíza McHugh abriu um processo contra Cosby justificando ter elementos suficientes para o julgar como autor dos abusos sexuais a Andrea Constand, que era amiga do ator, em 2004, quando treinava a equipa de basquetebol da Universidade de Temple (Pensilvânia).

Cosby, protagonista de programas de sucesso como "The Cosby Show", rejeitou em várias ocasiões as acusações de abusos sexuais e assegura que a sua relação com Constand foi consensual.

A mulher, que atualmente tem 43 anos e vive no Canadá, não compareceu nas audiências preliminares no início do julgamento e um detetive leu o testemunho que a mulher deu à polícia há 11 anos.

Constand relatou que numa noite, em princípios de 2004, o artista a drogou e violou na sua mansão na localidade de Chelteham, atos que dezenas de outras mulheres também denunciaram.

Os defensores de Cosby voltaram hoje a criticar a justiça por não chamar Constand a testemunhar e insistiram na necessidade de que a juíza chame a mulher para permitir que os advogados de ambas as partes possam fazer perguntas, um pedido que lhes foi negado previamente.

No entanto, entre as testemunhas chamadas pela justiça encontram-se 13 mulheres que acusam Cosby de as ter drogado para depois abusar delas sexualmente, um comportamento considerado "um padrão" repetido durante décadas.

Entre as alegadas vítimas, há aspirantes a atrizes, uma assistente de bordo, uma empregada de limpeza e uma massagista.

As denúncias de abusos remontam à década de 1960 e já prescreveram, pelo que a justiça norte-americana acredita que o caso de Constand pode ser crucial para provar as agressões sexuais que supostamente sofreram dezenas de mulheres durante anos.

Quando Andrea Constand processou Cosby, o ator alcançou um acordo para indemnizar a mulher e evitar a abertura de um processo criminal contra ele, mas a divulgação do testemunho da vítima provocou a reabertura do caso.

Bill Cosby foi o primeiro negro nos Estados Unidos a ter o seu próprio programa de televisão nos anos 60 e tornou-se uma referência na comédia televisiva daquele país durante décadas. Agora, enfrenta um dos julgamentos mais mediáticos de sempre envolvendo uma estrela de Hollywood.

Lusa

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