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Realizadora portuguesa de 16 anos conquista mais um prémio internacional

A realizadora portuguesa Sara Eustáquio, de 16 anos, ganhou a primeira distinção internacional com a sua segunda curta-metragem, Mirror, numa competição em Los Angeles, depois de ter recebido mais um galardão com o multipremiado filme de estreia, 4242.

A adolescente de Torres Vedras anunciou que a curta-metragem Mirror recebeu o prémio de mérito, na categoria profissional, do Accolade Global Film Competition, em Los Angeles.

Segundo a realizadora, esta micro curta, de apenas três minutos, é "um pequeno thriller psicólogo sem diálogos" e foi filmado em Nova Iorque como projeto final do curso intensivo de realização" que frequentou este verão na New York Film Academy.

"Mirror é uma ficção, um thriller e conta a história de uma rapariga que, sob efeitos de uma substância, acaba por ficar com a sua imagem presa no espelho e refletida na sua vida, por isso tudo o que acontece na ficção acontece também na realidade", disse à Lusa Sara Eustáquio, que se estreou no cinema em abril.

Na mesma competição, a sua curta de estreia, 4242, também recebeu um prémio na categoria de Jovem Cineasta, abaixo dos 17 anos, alcançando as 15 distinções internacionais.

O mesmo trabalho, protagonizado pela atriz moldova Cristina Caldararu, arrecadara, na semana passada, outro prémio internacional, com o prémio para Melhor Jovem Cineasta abaixo dos 18 anos no Barnes Film Festival, no Reino Unido.

Segundo a cineasta, 4242 segue para o British Film Institute, onde vai ser igualmente exibido.

"4242" é inspirado na experiência da protagonista, a aluna romena Cristina Caldararu, de 18 anos, da mesma escola de Eustáquio, a Secundária Henriques Nogueira, em Torres Vedras.

Residente em Portugal desde 2015, longe da família, para terminar o ensino secundário, com a expectativa de assim poder entrar mais facilmente numa universidade, Cristina Caldararu teve de aprender português em tempo recorde, adaptar-se ao país e criar novos laços.

Colega de turma da Sara Eustáquio, Caldararu escreveu sobre a sua experiência, para um trabalho escolar, e esse texto depressa se tornou no ponto de partida da curta-metragem.

Lusa