sicnot

Perfil

Cultura

BE defende que quadros de Miró fiquem no Porto

O Bloco de Esquerda (BE) defendeu esta segunda-feira que as obras do artista catalão Miró na posse do Estado fiquem expostas em permanência no Porto e mostrou-se "empenhado" em garantir essa solução, nomeadamente junto do Governo.

"Há uma disputa sobre o destino dos Mirós e nós entendemos que a manutenção dos Mirós no Porto é uma boa solução. Queremos contribuir para que o desfecho desse debate, nomeadamente junto do Governo, seja a manutenção dos Mirós no Porto e a possibilidade de ficarem expostos em permanência num espaço da cidade", afirmou o deputado José Soeiro.

A informação foi transmitida aos jornalistas depois de uma comitiva do BE ter sido recebida na Câmara do Porto, "a pedido do seu presidente", Rui Moreira, que, em julho, revelou estar a conversar com o Governo para avaliar potenciais espaços para acolher a coleção do artista.

De acordo com José Soeiro, a discussão "ainda está a ser feita" e "há várias hipóteses em cima da mesa".

O deputado recusou entrar em detalhes, referindo apenas "vários espaços vazios na cidade ou vários espaços municipais que não estão devidamente aproveitados".

"É este o trabalho que estamos a fazer: contribuir para que Mirós possam ficar no Porto e para que se encontre uma solução na cidade do Porto para os expor em permanência", afirmou José Soeiro.

O deputado acrescentou ter indicado ao presidente da Câmara do Porto que, "para além de uma solução para os Mirós, há um conjunto de outros espaços na cidade que precisam de solução, entre os quais o Cinema Batalha, numa vertente mais ligada ao cinema".

Encerrado em 2000, o Cinema Batalha foi reaberto em maio de 2006 pela Associação de Comerciantes do Porto, que a 31 de dezembro de 2010 acabaria por entregar as chaves aos proprietários do edifício, classificado em novembro como Monumento de Interesse Público.

O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, revelou em julho, numa entrevista ao jornal Público, que "é desejo do Governo que os Mirós fiquem no Porto", deixando um desafio "a toda a sociedade, às entidades que tiverem interesse", e comentando que "se Câmara do Porto tiver uma solução, será uma notícia interessante".

Rui Moreira assegurou que o Porto tem condições para receber as obras de Miró e disse não faltar "imaginação para encontrar um espaço disponível", caso o Estado queira de facto "confiar à cidade do Porto a gestão de uma coleção Miró que tem uma capacidade expositiva e museológica importante".

Rui Moreira realçou que ainda vai ser preciso acordar os termos e as condições de depósito.

O Museu de Serralves acolhe a partir de sexta-feira a exposição "Joan Miró: Materialidade e metamorfose", que integra 84 obras do pintor catalão pertencentes ao Estado português.

A coleção em causa representa a maior coleção privada mundial do artista catalão e passou para a posse do Estado depois da nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN).

Lusa

  • Ferro Rodrigues desvaloriza críticas do CDS
    3:24

    Caso CGD

    Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de receber em público Ferro Rodrigues antes de um almoço com o presidente da Assembleia da República. O Presidente também recebeu a representante do CDS-PP, Assunção Cristas, que foi apresentar queixa de Ferro Rodrigues e da maioria de esqueda em relação à comissão de inquérito da Caixa Geral de Depósitos. Ferro Rodrigues desvalorizou as críticas.

  • Luaty Beirão agredido em manifestação em Luanda
    1:27

    Mundo

    Luanda tem sido palco de várias manifestações contra a forma como está a decorrer o processo eleitoral em Angola. Esta sexta-feira, uma dessas manifestações acabou em confrontos com as autoridades. Entre os manifestantes estava o ativista Luaty Beirão.

  • Regime de Pyongyang nega envolvimento na morte de Kim Jong-nam 
    1:53

    Mundo

    A polícia da Malásia diz que o irmão do líder da Coreia do Norte foi morto com uma arma química. Os investigadores encontraram vestígios de gás VX no corpo de Kim Jong-nam, um gás letal proibido pelas convenções internacionais. O Governo da Coreia do Sul pediu esta sexta-feira ao regime de Pyongyang que admita que está por detrás da morte de Kim Jong-nam mas o mesmo já veio negar o envolvimento no assassinato.