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Pilar del Rio lamenta morte de Dario Fo, o autor que disse ter "roubado" o Nobel a Saramago

Massimo Rana / AP

Pilar del Rio lamentou hoje a morte de Dario Fo e recordou momentos da relação do marido, José Saramago, com o dramaturgo italiano, ambos galardoados com o Prémio Nobel da Literatura em anos consecutivos.

Ao vencer o Nobel, em 1997, Dario Fo ligou a Saramago e deixou-lhe uma mensagem para lhe dizer: "Sou um ladrão. Roubei-te Saramago, tu és um grande poeta, um dia será a tua vez", lembrou Pilar. "Foi uma coisa assim divertida", comentou.

O escritor português estava nesse momento em Frankfurt, numa feira, onde viria a encontrar-se com Dario Fo naquele que é considerado um dos maiores eventos literários do mundo.

Pilar testemunhou o encontro em que Dario Fo confessou pessoalmente a Saramago que lhe havia "roubado o Nobel", mas previu que seria o escritor português a conquistar o prémio no ano seguinte, o que veio a confirmar-se.

"Há uma foto na Fundação (José Saramago), captada por um grupo de jornalistas, que documenta essa declaração", contou a viúva do Nobel português, em declarações à agência Lusa.

O encontro nem estava previsto, os dois homens "encontraram-se simplesmente" e este foi apenas um dos vários momentos que partilharam.

"Foram ambos presidentes do Festival Sete Sois, Sete Luas (teatro) e receberam um prémio, em Granada, muito bem dotado economicamente, que decidiram doar", afirmou Pilar del Rio.

A importância reverteu para a construção de um Centro de Cultura em Cabo Verde, a cuja inauguração já não puderam assistir.

Dario Fo ainda foi a Granada receber o prémio, atribuído no âmbito da atividade social e cultural, mas Saramago encontrava-se no hospital, acrescentou.

"Ainda estou afetada com a notícia. A única coisa que há a dizer é Ciao Belo, porque sei que foi assim, dessa maneira, que se despediu da mulher: Ciao Bela. Creio que não se pode dizer mais nada", salientou Pilar del Rio.

O escritor italiano Dario Fo, Prémio Nobel da Literatura em 1997, morreu hoje com 90 anos.

Dario Fo, que morreu precisamente no dia em que está prevista a atribuição do Prémio Nobel da Literatura de 2016, estava internado num hospital de Milão há alguns dias devido a problemas respiratórios.

Lusa

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