sicnot

Perfil

Cultura

Jean-Michel Jarre regressa com "Oxygène 3", 40 anos depois

© Jean-Paul Pelissier / Reuters

O músico francês Jean-Michel Jarre edita hoje "Oxygène 3", álbum que prossegue a viagem encetada há 40 anos, com o seu primeiro sucesso, "Oxygène", publicado em França a 2 de dezembro de 1976.

"Não gosto muito de aniversários, mas quando estava a gravar 'Eletrónica', há dois anos, fiz uma peça, a atual 'Oxygène 19', que me fez pensar o que poderia ser 'Oxygène', se o tivesse composto agora", escreveu Jean-Michel Jarre no site oficial de apresentação do novo álbum.

"Tomei, por isso, os 40 anos do primeiro como 'deadline' para compor um novo capítulo". A ideia era fazer "uma nova viagem", mantendo "a referência original", mas "sem a reinterpretar", como em 2006, de acordo com o pioneiro da música eletrónica 'pop' e da 'new age', referindo-se à edição comemorativa de há dez anos.

O novo álbum tem assim "uma parte mais negra e outra mais luminosa", em paralelo com as faces A e B do vinil original, e mantém uma "aproximação minimalista", tendo em conta os meios usados na conceção anterior.

"Algumas sequências estão construídas apenas sobre um ou dois acordes, como no primeiro volume", escreve o compositor, na apresentação do novo trabalho.

O músico também quis manter a capa de "Oxygène", concebida pelo artista francês Michel Granger, que, em 1976, Jarre já sentira "adequado para a música que estava a compor".

"Oxygène 3" recupera assim a imagem original, "apenas como se tivesse sido fotografada de outro ângulo", o que também está de acordo com o tipo de aproximação que Jean-Michel Jarre diz ter seguido para a criação "do novo capítulo musical".

Há dez anos, o músico assinalou os 30 anos de "Oxygène" com uma reinterpretação do primeiro álbum, e fez uma digressão que, pela primeira vez, passou por Portugal, em 2008, com dois concertos, nos coliseus de Lisboa e do Porto.

Os 20 anos de "Oxygène" deram origem ao lançamento de "Oxygène 7-13", em 1997.

Jean Michel Jarre nasceu em Lyon, há 68 anos, teve formação clássica em música, foi guitarrista de bandas rock como os Mystère 4 e The Dustbins e, em 1968, ingressou no Grupo de Investigação Musical da antiga rádio e televisão pública ORTF, dirigido pelo compositor Pierre Schaeffer (1910-1995), nome fundador da música concreta, especialista em eletrónica e acústica.

As preocupações de Schaeffer - que também se estendiam à ecologia emergente e ao anti-nuclear - marcaram Jarre, que escreveu então a sua primeira peça, "Happiness is a sad song" (1969), e fez o seu primeiro disco, "La Cage/Erosmachine" (1971).

Até à gravação de "Oxygène", em 1976, manteve-se desconhecido, produziu outros artistas, compôs para publicidade e cinema, concebeu música eletrónica para bailado, na Ópera de Paris, gravou discos como "Deserted Palace" (1972).

Depois, tudo mudou. "Oxygène", o álbum instrumental que gravara em casa com sintetizadores, revelar-se-ia um sucesso, com mais de 12 milhões de exemplares vendidos, primeiros lugares nos 'tops', prémios na Europa e nos Estados Unidos.

Os seus concertos, ricos em efeitos visuais, passaram a mobilizar multidões e chegaram às páginas do Guiness.

A apresentação do segundo álbum, "Equinoxe", em 1978, reuniu um milhão de pessoas, a de "Rendez-Vous", em 1986, juntou 1,3 milhões. Em 1990, no dia da Bastilha, em Paris, foram ouvi-lo 2,5 milhões, número superado em Moscovo, em 1997, num concerto com 3,5 milhões de espectadores.

Em 2006, Jarre atuou no deserto. Levou ao Saara "Water Live", projeto que o liga à UNESCO, assim como a iniciativa "Educação para todos".

"The Concerts in China" e "Magnetic Fields" (1981), "Zoolook" (1984), "Revolutions" (1986), "Waiting for Cousteau" (1990), "Chronologie" (1993), "Metamorphoses" (2000), "Geometry Of Love" (2003) são outros álbuns que marcaram a sua carreira.

"Oxygène 3" é editado hoje, pela Sony, em CD, vinil e digital, a par de uma caixa com a trilogia - "Oxygène", "Oxygène 7-13" e "Oxygène 3" -, e de uma edição de luxo com os três álbuns, em CD e vinil, e um livro sobre esta "viagem" de 40 anos.

Jean-Michel Jarre vai apresentar o novo álbum ao vivo, em Paris, no próximo dia 12.

Lusa

  • Marcelo já sabia da substituição do embaixador de Angola
    4:00

    País

    O Presidente da República sabia há bastante tempo da substituição do embaixador de Angola em Lisboa e já tinha aprovado o nome do futuro representante de Luanda. A revelação foi feita, esta terça-feira, por Marcelo Rebelo de Sousa, numa conversa exclusiva com a SIC no Palácio de Belém. O Presidente contou ainda que não vai enviar recados ao Governo nem aos partidos no discurso de 25 abril que vai fazer na Assembleia da República.

    Exclusivo SIC

  • "O ministro não escondeu nem tapou"
    1:20

    Economia

    Pedro Santana Lopes falou pela primeira vez sobre a auditoria feita à Santa Casa no período em que foi provedor. Esta terça-feira, na SIC Notícias, Santana Lopes desvalorizou as irregularidades e defendeu o ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Vieira da Silva.

    Pedro Santana Lopes

  • Constitucional chumba algumas normas da lei de barrigas de aluguer

    País

    O Tribunal Constitucional chumbou algumas normas do acórdão sobre as barrigas de aluguer. De acordo com o Expresso, a decisão já foi comunicada à Assembleia da República. A obrigatoriedade da regulamentação da lei ser feita pelo Parlamento e não pelo Governo terá sido unânime.

  • A história do bebé que continua a lutar pela vida depois de terem desligado as máquinas

    Mundo

    Alfie Evans sofre de uma doença cerebral degenerativa. A sua condição levou o caso à justiça e, depois de uma batalha judicial entre os pais e o hospital, os juízes determinaram que as máquinas do suporte artificial de vida fossem desligadas. Apesar de os aparelhos terem sido desligados na segunda-feira à noite, segundo os pais, a criança de 23 meses continua a lutar pela vida, respirando sozinha.

    SIC

  • O 10 de julho de 1941 na escrita de João Pinto Coelho
    15:09
  • Chegaram os brinquedos de cartão para a consola
    6:24
  • Marinha resgata 138 migrantes ao largo de Lampedusa

    País

    A fragata da Marinha portuguesa D. Francisco de Almeida resgatou esta terça-feira, ao largo da ilha de Lampedusa, em Itália, 138 migrantes, entre eles 15 mulheres e oito bebés, disse à Lusa fonte do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

  • O recado de Donald Trump à Coreia do Norte 

    Mundo

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, exortou Pyongyang a eliminar todo o seu arsenal nuclear, precisando o que queria dizer exatamente ao apelar para a "desnuclearização" do regime totalitário, antes de uma aguardada cimeira com o líder norte-coreano.

  • O vestido de noiva de Megan Markle
    1:17