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Autor de "O Exorcista" morre aos 89 anos

O escritor norte-americano William Peter Blatty, autor da novela "O Exorcista", publicada em 1971 e adaptada ao cinema dois anos depois, morreu na quinta-feira, aos 89 anos, anunciou esta sexta-feira o realizador do filme, William Friedkin.

"William Peter Blatty, um querido amigo e irmão que criou "O Exorcista" morreu hoje", publicou Friedkin na sua conta do Twitter.

A mulher do escitor, Julie Alicia Witbrodt, explicou ao Washington Post que o seu marido sofria de mieloma múltiplo, um tipo de cancro do sangue.

O escritor Stephen King, considerado o mestre da literatura de terror, prestou também homenagem a Blatty através do Twitter: "RIP (Repousa em Paz) William Peter Blatty, que escreveu o maior romance de terror da nossa época. Até um destes dias, velho Bill".

William Blatty nasceu em Nova Iorque a 07 de janeiro de 1928 e adquiriu notoriedade internacional com o seu livro "O Exorcista" que conta a história de uma rapariga de 12 anos possuída por um demónio que dois padres tentam exorcizar.

Segundo a editor HarperCollins, o romance, inspirado em factos reais ocorridos nos anos 40, permaneceu 57 semanas na lista dos mais vendidos do New York Times, das quais 17 consecutivas.

Mal acolhido pela crítica, vendeu 13 milhões de exemplares nos Estados Unidos e tem sido considerado como um dos melhores livros de terror de sempre.

A sua adaptação ao grande ecran foi nomeada para dez Oscars, tendo recebido dois no final, incluindo o de melhor argumento adaptado para Blatty. Arrecadou igualmente quatro Gloden Globes, incluindo os de melhor filme dramático, melhor realizador e melhor argumento.

Com Linda Blair como protagonista, a longa-metragem cativou o mundo e desencadeou um debate global sobre o oculto na Igreja Católica, inspirando gerações de realizadores de filmes de terror.

Filho de imigrantes libaneses, Blatty cresceu num meio pobre em Nova Iorque em Nova Iorque e diplomou-se na Universidade de Georgetown, em Washington, começando por ganhar a vida a vender aspiradores porta a porta.

A sua carreira percorreu várias fases: foi especialista em guerra psicológica na Força Aérea norte-americana, diretor de relações públicas na Universidade de Loyola em Los Angeles e mais tarde jornalista, antes de se dividir entre a escrita e o cinema.

Lusa

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