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Espetáculos com poesia de Daniel Faria, Camões e Miguel-Manso no Teatro D. Maria

MANUEL DE ALMEIDA

Três espetáculos, que envolvem a poesia de Daniel Faria, Luís de Camões e Miguel-Manso, vão estar em cena na sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II, a partir de quinta-feira, no ciclo "Estúdio Poético", foi esta segunda-feira anunciado.

O projeto, apresentado hoje em Lisboa, envolve o criador teatral Pablo Fidalgo, o ator António Fonseca, que declamou "Os Lusíadas" por inteiro, e que aqui surge com o músico Paulo Furtado, The Legendary Tigerman, e a encenadora Susana Vidal com o artista plástico David Oliveira. O segmento dedicado ao autor de "Uma Cidade com Muralha" e "Oxálida", "Daniel Faria", estreia-se na quinta-feira, para ficar em cena até domingo, sucedendo-se "Força Humana", sobre "Os Lusíadas", que sobe a palco de 26 a 29 de janeiro, e, por fim, "Rosto, clareira e desmaio", sobre a obra de Miguel-Manso, de 09 a 12 de fevereiro.

"Daniel Faria" tem por ponto de partida o tema central da vida do poeta, a partilha, "partilha da palavra, da amizade, da poesia e da fé", "mas também a partilha do teatro, onde [Notes:Daniel Faria] encontrou uma linguagem única", lê-se no texto de apresentação da peça. O poeta, que pode ter optado por "uma vida apagada", no mosteiro beneditino de Singeverga, em Santo Tirso, depois de ter concluído o curso de Teologia, definiu toda obra como "uma resposta à palavra de Deus". Nesta criação de Pablo Fidalgo, que também assina o texto, "acende-se" assim a vida do autor de "Homens que São como Lugares Mal Situados". No poeta, que morreu em 1999, aos 28 anos, "existia a necessidade de representar", porque "é a partir da representação que se entende a fé", destaca a apresentação da peça: "A fé é uma forma de fazer e atuar, uma presença, uma atitude. Assim aparece este espetáculo onde os corpos se tornam o arquivo e a memória de gestos de fé, de diferentes formas de dançar, de diferentes formas de perguntar: aceitarás ser tocado? E a vida apagada de Daniel Faria, acende-se".

O espetáculo tem interpretação de Pablo Fidalgo e Tiago Gandra e é uma produção Materiais Diversos, com o Nacional D. Maria II, o Centro Dramático Galego e o Teatro Municipal de Campo Alegre, no Porto."Os Lusíadas", de Luís de Camões, inspiram "Força Humana", que nasce da "urgência da poesia e do desejo de ser, que é próprio do teatro", adianta o D.Maria II. "Mas nasce, tão-só", prossegue o teatro nacional, "porque detemos um imenso património no corpo e nos mecanismos insondáveis da memória de António Fonseca, ator que decorou os oito mil, oitocentos e dezasseis versos do poema e agora dá a possibilidade de, desse vastíssimo acervo", imaginar "todas as declinações possíveis".

O objetivo de António Fonseca é encontrar, na vastidão do poema épico, as pistas da "decifração do Portugal contemporâneo", "ler-lhe nas rimas o fado que transportamos e os riscos que aceitamos correr"."Força humana" tem dramaturgia e interpretação de António Fonseca e José Neves, música de Paulo Furtado, figurinos de Nuno Gama.

É um projeto de Antunes Fidalgo, com o D.Maria, o Centro Cultural Vila Flor, o Centro de Arte de Ovar e o Centro de Artes de Lisboa, com apoio da blablalab AC e dos Artistas Unidos.

A encerrar o ciclo, de 09 a 12 de fevereiro, subirá a cena "Rosto, clareira e desmaio", com encenação de Susana Vidal, que compõe um tríptico sobre um poema de Miguel-Manso, que é uma leitura de "Máscara, mato e morte", de Paulo Valverde.

O resultado é "um espetáculo onde a única fuga possível será encarar todos os mistérios", até ao último, "o da própria morte - única e última clareira do bosque", de acordo com as notas da encenação.A produção é de Natasha Bulha Costa, da B-teatro, com o D.Maria, o apoio da autarquia de Lisboa e do Espaço Gaivotas.

O ciclo "Estúdio Poético" vai ficar em cena de quinta-feira a sábado, às 21:30, e ao domingo, às 16:30.

Lusa

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