sicnot

Perfil

Cultura

Peça "Não quero morrer" em estreia no Teatro S. Luiz

A peça "Não quero morrer", com texto, interpretação e encenação de Elmano Sancho e Juanita Barrera, que põe em cena a perda de memória de uma atriz, estreia-se na quarta-feira, no Teatro São Luiz, em Lisboa.

."Não quero morrer", que vai ficar em cena na sala Mário Viegas, gira em torno da atriz francesa Annie Girardot, e do caso do esquecimento de um texto da sua personagem, numa determinada encenação, o que a obrigou a passar uma temporada numa casa de repouso, em Paris, e ao cancelamento da digressão internacional do espectáculo.

Os últimos anos da vida de Annie Girardot, a protagonista de "Chove em Santiago", de Helvio Soto, e de "Roco e os seus irmãos", de Visconti, que sofria da doença de Alzheimer, foram marcados pela falta de trabalho, pela progressiva perda de memória e pelo esquecimento do seu percurso, pela parte do público.

A ideia do espetáculo surgiu em 2015, quando os dois atores se encontravam a estudar e a trabalhar na SITI Company, em Nova Iorque, como recorda o programa de sala de "Não quero morrer". "Tínhamos 35 anos e a urgência de imortalizar uma juventude que não tardaria em desaparecer", referem os atores, sublinhando que "queriam captar e guardar a insolência, a arrogância e o ímpeto" que julgavam ter e que reconheciam nos jovens atores do cinema italiano e francês dos anos 1960.Assim, para esta peça, os criadores entrevistaram artistas portugueses e colombianos esquecidos pelo público.

"Não quero morrer" oferece a possibilidade de os resgatar para que não caiam no esquecimento.Com texto, interpretação e encenação de Elmano Sancho e Juanita Barrera, a peça conta com Rui Catalão, no apoio à dramaturgia, e Pedro Costa, no espaço sonoro.

A iluminação é de Alexandre Coelho e a fotografia de Alípio Padilha. Assinam a produção executiva Nuno Pratas (para Portugal) e Carolina Lombana (para a Colômbia).O projeto é apoiado pela Direção-Geral das Artes e pela sociedade dos atores colombianos, tem apoio da Embaixada da Colômbia, em Portugal, e da Embaixada de Portugal, na Colômbia, assim como da Fundação GDA."Não quero morrer" é uma coprodução da Culturproject, Espaço do Tempo, por Portugal, e da Greta -- Plataforma en Movimiento e Fundación Teatro Nacional, pela Colômbia.A peça pode ser vista de quarta-feira a sábado, às 21:00, e ao domingo, às 17:30. No dia 28, sábado, após o espectáculo, haverá uma conversa com a equipa artística sobre o drama.

A peça será ainda representada em Coimbra e Vila Real e, em março, subirá ao palco da Casa del Teatro Nacional, em Bogotá, na Colômbia.Annie Girardot - que se tornou conhecida com a personagem Nadia, em "Rocco e os seus irmãos" - nasceu em 23 de outubro de 1931, em Paris, e morreu na mesma cidade a 28 de fevereiro de 2011, aos 79 anos."Partir, revenir" e "Les Misérables", de Claude Lelouche, "Merci la vie", de Bertrand Blier, "L'Amour en question", de André Cayatte, e "Vice and Virtue", de Roger Vadim, são outros filmes destacados da sua carreira.

Lusa

  • O dia que roubou dezenas de vidas em Pedrógrão Grande
    3:47
  • Morreu Miguel Beleza

    País

    Miguel Beleza, economista e antigo ministro das Finanças, morreu esta quinta-feira de paragem cardio-respiratória aos 67 anos.

  • "Estamos a ficar sem espaço. Está na hora de explorar outros sistemas solares"

    Mundo

    O físico e cientista britânico Stephen Hawking revelou alguns dos seus desejos para um novo plano de expansão espacial. Hawking está em Trondheim, na Noruega, para participar no Starmus Festival que promove a cultura científica. E foi lá que o físico admitiu que a população mundial está a ficar sem espaço na Terra e que "os únicos lugares disponíveis para irmos estão noutros planetas, noutros universos".

    SIC

  • Não posso usar calções... visto saias

    Mundo

    Perante a proibição de usar calções no emprego, um grupo de motoristas franceses adotou uma nova moda para combater o calor. Os trabalhadores decidiram trocar as calças por saias, visto que a peça de roupa é permitida no uniforme da empresa para a qual trabalham.

  • De refugiada a modelo: a história de Mari Malek

    Mundo

    Mari Malek chegou aos Estados Unidos da América quando era ainda uma criança. Chegada do Sudão do Sul, a menina era uma refugiada à procura de um futuro melhor, num país que não era o seu. Agora, anos depois, Mari Malek é modelo, DJ e atriz, e vive em Nova Iorque. Fundou uma organização sediada no país onde nasceu voltada para as crianças que passam por dificuldade, como também ela passou.