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Somam-se as críticas a Donald Trump no Festival de Cinema de Berlim

© Axel Schmidt / Reuters

O ator norte-americano Richard Gere acusou esta sexta-feira, durante o Festival de Cinema de Berlim, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e os movimentos europeus de Direita de incentivarem ao ódio e equipararem refugiados a terroristas.

"A coisa mais horrível que Trump fez", desde que tomou posse como Presidente dos Estados Unidos, foi considerar que refugiado e terrorista são a mesma coisa, disse o ator numa conferência de imprensa, a propósito do filme "The dinner", que protagoniza.

"'Refugiado' era alguém por quem tínhamos empatia, alguém com quem nos preocupávamos, alguém a quem queríamos ajudar, dar um refúgio a um refugiado. Agora temos medo deles e esse é, em si, o maior crime de todos", sublinhou.

Richard Gere, conhecido ativista pelos Direito Humanos, que esteve reunido com a chanceler alemã Angela Merkel, na quinta-feira, disse que "o número de crimes de ódio nos Estados Unidos aumentou consideravemente assim que Donald Trump concorreu para presidente".

"Infelizmente temos líderes que incentivam o medo, e o medo leva-nos a fazer coisas terríveis", lamentou.

O Festival de Cinema de Berlim começou na quinta-feira também com uma nota política, com a estreia de um filme sobre o guitarrista Django Reinhardt, perseguido durante o regime nazi por ter raízes ciganas.

O diretor do festival, Dieter Kosslick, já antes tinha dito que esta seria uma edição de pluralismo e reflexão e que muitos dos filmes selecionados - 400 de 70 países - são de realizadores que tentam "explicar porque é que as coisas são como são, mas de uma perspetiva histórica".

A declaração mais direta na abertura do festival terá sido mesmo da atriz norte-americana Maggie Gyllenhaal, que faz parte do júri oficial de Berlim: "Eu quero que saibam que há muitas, muitas pessoas no meu país que estão preparadas para resistir".

Sem referir o nome do presidente norte-americano, a atriz acrescentou que "este é um grande momento para se ser americano, num festival internacional".

Já o ator mexicano Diego Luna, que também faz parte do júri, recorreu ao humor para criticar a intenção de Donald Trump construir um muro na fronteira com o México. "Estou aqui para investigar como é que se derrubam muros. Há aqui muitos especialistas e vou levar daqui informação para o México", disse, numa referência ao muro que durante décadas dividiu a Alemanha.

"A única coisa positiva é que tem de haver uma reação a isto e eu quero fazer parte dela", disse.

O Festival de Cinema de Berlim, que conta com cinco filmes portugueses em competição, termina no dia 19.

Lusa

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