sicnot

Perfil

Cultura

Cineasta Aki Kaurismaki apela em Berlim à compaixão pelos migrantes

O realizador finlandês Aki Kaurismaki, que tem um filme em competição no Festival de Berlim, afirmou hoje que os europeus deviam ter mais compaixão pelos migrantes que procuram refúgio na Europa.

Numa conferência de imprensa em Berlim, a propósito do filme "The other side of hope" ("O outro lado da esperança", numa tradução livre), Aki Kaurismaki afirmou que quer mudar a opinião dos finlandeses que ainda veem a entrada de refugiados muçulmanos no país como "uma invasão".

"Acho que fui modesto em dizer que quero mudar os espectadores. Eu quero mudar o mundo. A Europa é um lugar pequeno. Primeiro mudo a Europa e depois seguimos para a Ásia", disse com um sorriso sarcástico, como descreveu a agência France Press.

Em Berlim, Aki Kaurismaki apresentou um filme que conta a história de Khaled, um sírio que, em busca de um refúgio na Europa, acaba por ir parar à Finlândia.

No principal papel está o ator sírio Sherwan Haji, que vive em Helsínquia desde 2010.

"The other side of hope" é o segundo filme de uma planeada trilogia de Kaurismaki sobre migrações e estreia-se seis anos depois de "Le Havre".

Kaurismaki, 59 anos, lamentou ainda que se estejam a perder muito dos valores democráticos europeus e elogiou a Alemanha como um exemplo positivo na resposta à vaga de migrantes na Europa: "Nesse sentido em respeito a senhora [chanceler Angela] Merkel, a única política que pelo menos manifestou interesse pelo problema".

O filme de Aki Kaurismaki integra a seleção oficial do Festival de Cinema de Berlim, que termina no domingo.

Lusa


  • "O que é isto, mamã?"
    36:23
  • Fim de semana de muito frio e vento forte
    2:08

    País

    Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, vem aí mais frio e as temperaturas mínimas negativas vão regressar a alguns pontos do país. Prevê-se também vento intenso para as próximas 48 horas.

  • O ensino à distância em Portugal
    4:12

    País

    Em Portugal, o ensino básico e secundário à distância já conta com 300 alunos e com a preciosa ajuda das novas tecnologias. É através do computador que a escola viaja e acompanha os alunos, alguns com doenças que não os permitem ir às aulas, outros que são atletas de alta competição e que têm a maior parte do tempo ocupado por treinos ou ainda os que fazem parte de famílias itenerantes, como é o caso dos que vivem no circo e andam de terra em terra.

  • Aprender a jogar badminton ao ritmo do samba
    2:54

    Mundo

    No Brasil, a correspondente da SIC foi conhecer um projeto social no Rio de Janeiro que mistura samba e desporto. Um desporto que ainda é pouco praticado mas que tem sido fundamental para transformar a vida de jovens das favelas e para descobrir novos talentos do badminton brasileiro.

    Correspondente SIC