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A Disney "saiu do armário"

O momento "gay" incluído em "A Bela e o Monstro" fez a Turquia classificar o novo filme da Disney como "apenas para adultos" e a Malásia atrasou a estreia para cortar a cena censurada.

Assim que a revelação chegou, de que o remake da Disney da Bela e o Monstro tinha um "momento exclusivamente gay" - palavras do realizador -, foi o caos em certos cantos do mundo.

O facto da declaração da Disney ter provocado tamanho choque entre os mais conservadores, torna evidente que este é um momento histórico para os Estúdios e, claro, para a comunidade LGBT (lésbicas, homossexuais, bissexuais, transgéneros).

A grande maioria elogiou a decisão dos estúdios incluírem, finalmente, um personagem assumidamente homossexual num dos seus filmes, outros países já não acharam tanta graça.

Esta foi a primeira cena assumida pela Disney, mas já outros momentos parecem ter piscado o olho às minorias. Como em "À procura de Dory", com a inclusão de um casal de lésbicas, até um possível romance entre Poe Damerona e Finn em "A Guerra das Estrelas: O despertar da força".

Em "A Bela e o Mosntro" o personagem em questão é Le Fou, interpretado por Josh Gad, o leal companheiro do vilão do filme, Gaston.

O que a Disney fez, essencialmente, é o que muitos já tinham percebido na animação original de 1991 (na verdade, ele parece particularmente enamorado pelo pescoço "incrivelmente grosso" de Gaston) num texto mais explícito.

Abdul Halim Abdul Hamid, presidente da censura cinematográfica da Malásia, diz que o filme foi aprovado mas teve de ser retirada uma cena. Neste país, o filme requer orientação dos pais para crianças menores de 13 anos de idade, assim como na Turquia.

"Nós aprovamos, mas há um pequeno corte que envolve um momento gay. É uma cena curta, mas inadequada porque muitas crianças estão a ver este filme ", disse Abdul Halim.

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