sicnot

Perfil

Cultura

"Viejo Calavera" vence no IndieLisboa

O filme "Viejo Calavera", do realizador boliviano Kiro Russo, venceu o Grande Prémio de Longa-Metragem do 14.º IndieLisboa - Festival de Cinema Independente, tendo o principal galardão para curta metragem ido para a Polónia, com "Wiesi/Close Ties".

Apesar de esta ter sido a edição com presença recorde de filmes portugueses, os filmes nacionais não conseguiram nenhum galardão nas categorias internacionais, tendo o júri da competição internacional, composto pelo crítico italiano Giona A. Nazzaro, o cineasta português Manuel Mozos e a produtora espanhola Paz Lázaro, atribuído ainda um Prémio Especial do Júri Canais TVCine & Séries ao filme "Arábia", dos brasileiros Affonso Uchôa e João Dumans.

"Viejo Calavera", um filme de 2016 - que já recebeu diferentes prémios nos festivais de Locarno, Rio de Janeiro, Cartagena e Buenos Aires - foi laureado com o Grande Prémio de Longa-Metragem.

O Grande Prémio de Curta-Metragem foi para "Wiesi/Close Ties", Polónia, tendo a melhor animação nesta categoria ido para "489 Years", de Hayoun Kwon, França, e o melhor documentário para "The Hollow Coin", de Frank Heath, Estados Unidos.

No júri da competição nacional, composto pelo realizador e argumentista francês Antoine Barraud, a curadora Maike Mia Höhne, da Berlinale, e o programador italiano Paulo Bertolín, a melhor longa-metragem foi "Encontro Silencioso", de Miguel Clara Vasconcelos.

A melhor curta-metragem portuguesa é "Miragem Meus Putos", de Diogo Baldaia, tendo o galardão para o novo talento em curtas ido para Jorge Jácome, em "Flores", enquanto o melhor filme da secção novíssimos foi atribuído a "Os Corpos que Pensam", da francesa Catherine Boutaud.

O prémio Árvore da Vida foi atribuído, "ex-aequo", a "Antão, o Invisível", de Maya Kosa e Sérgio da Costa (Suíça e Portugal), e a "Num Globo de Neve", do português André Gil Mata.

Na votação do Público do festival, o prémio de longa-metragem foi entregue a "Venus", de Lea Glob e Mette Carla Albrechtsen (Dinamarca e Noruega), e o de curta-metragem a "Scris/Nescris", de Adrian Silisteanu (Roménia).

O filme alemão "Find Fix Finish", de Mila Zhluktenko e Sylvain Cruiziat, recebeu o prémio Amnistia Internacional, enquanto a distinção em Indiemusic foi entregue a "Tony Conrad: Completely in the Present", de Tyler Hubby.

O 14.º IndieLisboa começou a 3 de maio com "Colo", de Teresa Villaverde, tendo a competição nacional sido constituída, pela primeira vez, por seis longas-metragens e 18 curtas-metragens, "o maior contingente de sempre na competição nacional do IndieLisboa", como afirmou a organização.No total, foram exibidos mais de 40 filmes portugueses, a maioria em estreia nacional, entre os quais "Amor, Amor", de Jorge Cramez, "Encontro silencioso", primeira longa-metragem de ficção de Miguel Clara Vasconcelos, com base na realidade das praxes académicas, que acabou por vencer a competição nacional, e "Luz obscura", documentário de Susana de Sousa Dias, a partir dos arquivos da PIDE.

A maior secção do IndieLisboa é o IndieJúnior, com filmes para famílias e escolas repartidos por idades, da infância à adolescência, e este ano o "IndieMusic" teve sessões ao ar livre no terraço do Cineteatro Capitólio.Com quase 300 filmes programados, o IndieLisboa decorreu na Culturgest, Cinema São Jorge, Cinema Ideal, Cinemateca Portuguesa e Capitólio, com programação paralela noutros espaços como a Casa Independente e o Musicbox.

Lusa

  • Jovens adoptados e filha do líder da IURD com versões diferentes dos acontecimentos
    4:06

    País

    Os jovens adoptados e a filha do bispo Edir Macedo, que alegadamente os adoptou, têm versões diferentes sobre o que aconteceu. Vera e Luís Katz garantem que foram adoptados por uma família norte-americana, com que viveram até aos 20 anos. Viviane Freitas, filha do líder da Igreja Universal do Reino de Deus, conta que foi mãe das crianças durante três anos, apesar de lhe ter sido negada a adopção.

  • Cabecilha da seita Verdade Celestial é "mentiroso, egocêntrico e psicótico"
    2:22

    País

    O cabecilha da seita "Verdade Celestial" foi condenado a 23 anos de pena de prisão por abusos sexuais de crianças e adolescentes. O juiz diz que o cabecilha do grupo era mentiroso patológico, egocêntrico, impulsivo e com personalidade psicótica. Dos oito acusados, duas mulheres foram absolvidas e seis arguidos foram condenados a penas efetivas. A rede de abusadores foi desmantelada há dois anos, numa quinta de Palmela.

  • Mau tempo obriga ao cancelamento de centenas de voos na Europa
    1:21
  • Antigos quadros da Facebook declaram-se preocupados com efeitos da rede social

    Mundo

    Alguns dos antigos quadros da empresa Facebook estão a começar a exprimir sérias dúvidas sobre a rede social que ajudaram a criar, foi noticiado. A Facebook explora "uma vulnerabilidade na psicologia humana" para criar dependência entre os seus utilizadores, afirmou o primeiro presidente da empresa, Sean Parker, num fórum público.