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Ministro da Cultura diz que poesia de Alegre ganhou consistência com o tempo

O ministro da Cultura afirma, num comunicado divulgado esta quinta-feira, que "a poesia de Manuel Alegre ganhou, com o tempo, uma consistência e uma dimensão que pôs em evidência a grande qualidade da sua expressão poética".

"A poesia de Manuel Alegre ganhou, com o tempo, uma consistência e uma dimensão que pôs em evidência a grande qualidade da sua expressão poética, para além da voz de combate pela liberdade e pela justiça que esta poesia foi para nós, nos anos sombrios da ditadura", afirma Luís Filipe de Castro Mendes.

O ministro da Cultura traça o percurso poético de Manuel Alegre, que "saúda e felicita calorosamente".Sobre a sua poesia escreve: "Marcada por um forte sentido do ritmo, da rima e da musicalidade, a sua obra destacou-se pelo seu papel de intervenção política, no final da ditadura, durante a guerra colonial e quando se agudizava a emigração para os países da Europa desenvolvida".

"É toda essa mistura de dramas humanos, expectativas adiadas, frustrações coletivas, sentimentos de revolta e de alguma esperança nunca abandonada, que vem à superfície nos seus poemas", acrescenta o titular da pasta da Cultura, também ele poeta.

"Mais tarde, a poesia de Manuel Alegre destacou-se pela revisitação dos principais mitos da História de Portugal, manifestando uma 'nostalgia da epopeia' (a expressão é de Eduardo Lourenço) em que muitos portugueses poderão rever-se", lê-se no mesmo texto.

O Prémio Camões foi hoje atribuído ao escritor português Manuel Alegre, após reunião do júri, na Biblioteca Nacional brasileira, no Rio de Janeiro.

Esta é a 29.ª edição do Prémio Camões e o júri foi constituído por Paula Morão, professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Maria João Reynaud, professora associada jubilada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Leyla Perrone-Moisés, professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, José Luís Jobim, professor aposentado da Universidade Federal Fluminense e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Lourenço do Rosário, reitor da Universidade Politécnica de Maputo, e pelo poeta cabo-verdiano José Luís Tavares.

O Prémio Camões, instituído pelos Governos de Portugal e do Brasil, em 1988, e foi atribuído pela primeira vez em 1989, ao escritor português Miguel Torga.

Lusa

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