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A história do rock escrita e ilustrada para as crianças sai em dezembro

Uma história do rock, desde a década de 1950 até à atualidade, de Chuck Berry aos Tame Impala, é contada num livro para crianças, que os adultos também podem ler, a editar em dezembro pela Edições Escafandro.

escafandro.pt

"A história do rock para pais fanáticos e filhos com punkada", escrito por Rita Nabais e ilustrado por Joana Raimundo, é o segundo volume de uma coleção de enciclopédias pensada para os mais novos.

Depois de "Bestiário tradicional português", a Edições Escafandro avança com um novo livro informativo com uma linguagem acessível para crianças e só dedicado aos múltiplos caminhos do rock - e também do punk, dos blues, da soul e da pop - internacional.

"Acreditamos que é um objeto único, porque não se encontram livros específicos sobre o rock para crianças. Ou são muito infantis ou são sobre música em geral. Queríamos ter um livro com bandas que marcaram de forma definitiva a história do rock", afirmou Rita Nabais à agência Lusa.

Depois de vários meses de pesquisas, foram escolhidos 150 artistas e bandas, desde a década de 1950, a quem são dedicadas entradas enciclopédicas, como Chuck Berry, Rolling Stones ou Jeff Buckley. Na capa surgem Amy Winehouse, Bjork, Iggy Pop, Kurt Cobain, Morrissey ou os Devo.

São acrescentadas ainda sugestões de nomes de outros artistas e de músicas e uma apresentação por categorias, porque há movimentos na música que se cruzam e são contemporâneos.

De acordo com Rita Nabais é dado destaque, por exemplo, ao rock industrial, ao "rock melancólico" ou a algumas das figuras femininas do rock, como Patti Smith, PJ Harvey e Stevie Nicks.

A autora explica que a ideia foi contar algumas das histórias mais engraçadas ou que pudessem suscitar a atenção das crianças - é para elas que o livro se dirige -, deixando para segundo plano o lado mais negro do rock, como por exemplo, o consumo de drogas de alguns dos artistas escolhidos.

"A história do rock" junta-se a um catálogo que a Edições Escafandro tem construído nos curtos cinco anos de existência, com sede em Alcobaça.

"Sempre quisemos fazer coisas que os outros não fazem. Há bastantes temas que não foram explorados e com linguagem que apelem às crianças e aos jovens", disse à Lusa Nuno Matos Valente, autor e fundador da Escafandro.

Nuno Matos Valente, professor e autor de vários manuais escolares, decidiu avançar com uma experiência editorial precisamente focada no segmento infanto-juvenil.

A Escafandro começou por publicar uma coleção juvenil intitulada "A ordem do poço do inferno", de Nuno Matos Valente, que se distinguia por utilizar recursos diferentes para cativar os leitores, nomeadamente com recurso a códigos QR e ferramentas de geocaching.

Apesar de "ser uma editora muito pequena de Alcobaça", Nuno Matos Valente explica que há vantagens em ser independente e com uma equipa reduzida.

"Temos mais controlo do processo, temos custos adequados à nossa dimensão e apostamos no comércio online e em livrarias que estão atentas ao que fazemos".

Dependendo da reação a esta "História do rock", Rita Nabais não descartou a hipótese, ainda que com dúvidas, de fazer um dedicado em exclusivo à música portuguesa.

Lusa

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