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UEFA e Platini continuam a defender arbitragem a cinco 

A UEFA, através do seu presidente, o francês Michel Platini, continua a defender o sistema de arbitragem de futebol a cinco,  em vez da tecnologia, para avaliar a questão das bolas que entram na baliza.

(Reuters)

(Reuters)

© Yves Herman / Reuters

Testada pela primeira vez num Europeu, que termina no domingo em Kiev,  a UEFA considera que a arbitragem a cinco deu resultados globalmente satisfatórios,  apesar do erro verificado no Ucrânia-Inglaterra, que levou o presidente  da FIFA, o suíço Joseph Blatter, a reclamar a assistência vídeo. 

No entanto, e passada a polémica em redor de um lance em que não foi  validado golo à Ucrânia, depois de a bola ter passado claramente a linha  de baliza, a UEFA voltou a defender o sistema a cinco através do seu responsável  pela arbitragem, o italiano Pierluigi Collina. 

"Sinceramente, não sei se um único erro pode mudar tudo o que foi feito  em três anos de trabalho (o sistema funciona há três anos na Liga Europa  e dois na Liga dos Campeões), uma vez que a maioria das decisões foi positiva.  Repito, espero que tudo o que foi feito até aqui seja considerado", disse  um dia depois do encontro entre ucranianos e ingleses. 

Ainda para justificar mais a sua opinião, os responsáveis da UEFA baseiam-se  nos acertos durante o torneio que termina no domingo em Kiev com a final  entre Espanha e Itália, dando como exemplo o Alemanha-Portugal, em que o  árbitro francês Stephane Lannoy não deu como golo um remate do luso-brasileiro  Pepe, em que a bola foi à barra e bateu em cima da linha de golo, acertando  no lance. 

Também o turco Cuneyt Çakir foi referenciado positivamente, no jogo  Itália-República da Irlanda, quando validou um lance em que, após uma cabeçada  do italiano Cassano, a bola passou a linha de golo antes de ser retirada,  e que valeu mesmo agradecimentos por parte do selecionador italiano Cesare  Prandelli a Platini. 

"Como é que se marcam mais golos neste campeonato? Creio que todos sabemos  a resposta: a arbitragem a cinco facilita as coisas. Com os árbitros adicionais,  marcas mais de cabeça, o receio do gendarme (polícia) está lá, não há mais  agarrões da camisola, os jogadores sabem que o árbitro está lá. Já não podem  fazedr falta em todas as alturas", explicou. 

A intervenção de Blatter parece indicar que a tecnologia para a linha  de baliza pode ser adotada na próxima reunião do International Board (organismo  que decide as leis no futebol) na próxima semana, em Zurique, na Suíça.

"A tecnologia da linha de baliza não constitui o problema. O problema  está na chegada da tecnologia, já que depois se falará da tecnologia para  o se foi mão ou não, para os foras de jogo, não terá fim e isso é que me  preocupa", acrescentou Platini.                  

Lusa

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