sicnot

Perfil

Desporto

Governo grego autoriza recomeço dos campeonatos de futebol

O governo grego deu esta quarta-feira 'luz verde' ao reinício do campeonato de futebol, embora com jogos à porta fechada, depois de a competição ter sido suspensa no fim de semana passado pela terceira vez devido a atos de violência.

Para já, os encontros irão realizar-se à porta fechada. (Arquivo)

Para já, os encontros irão realizar-se à porta fechada. (Arquivo)

Thanassis Stavrakis / AP

O vice-ministro dos desportos Stavros Kontonis, que deu o aval para que a competição se retome, indicou que a federação, as ligas e os clubes gregos mostraram-se de acordo em tomar medidas contra a violência no futebol, decisão que surge 24 horas depois de um apelo do presidente da 'Superliga', o campeonato grego de futebol, Giorgos Borovilos.

Entre as medidas propostas pela 'Superliga' para combate à violência, e entregues a Stavros Kontonis para aprovação, realce para a entrada em vigor de bilheteiras eletrónicas, a utilização de câmaras de segurança nos estádios e a aplicação de severas sanções aos adeptos causadores de problemas.

As medidas preveem ainda a interdição de entrada nos estádios aos movimentos organizados de adeptos e o direito aos árbitros de interromperem os encontros em situações de lançamento de objetos, lançamento de tochas e invasão de campo.

Os campeonatos gregos já tinham sido suspensos em duas ocasiões na presente temporada. A primeira em setembro, após a morte de um adepto na ilha de Creta durante um jogo da terceira divisão, seguindo-se outra paragem em novembro, na sequência de uma agressão a um árbitro, que teve de ser hospitalizado.

Na base da terceira suspensão está o episódio que envolveu o treinador português Vítor Pereira, atual técnico do Olympicos.

A 21 de fevereiro, antes do encontro da 25.ª jornada da Liga grega entre os rivais Olympiacos e Panathinaikos, Vítor Pereira aproximou-se de uma das balizas, situação que acabou por desencadear a ira dos adeptos da equipa da casa, que, de imediato, lançaram fumos e tochas para a zona onde estava o técnico.

A situação ainda ficou mais tensa quando a claque forçou a entrada no relvado, ainda antes do início do jogo, levando a que a comitiva do Olympiacos e os jogadores que faziam o aquecimento tenham corrido para o túnel de acesso aos balneários.
Lusa
  • As mulheres na clandestinidade durante o Estado Novo
    7:32

    País

    Não se sabe quantas mulheres portuguesas viveram na clandestinidade durante o Estado Novo, mas estiveram sempre lado a lado com os homens que trabalhavam para o Partido Comunista na luta contra a ditadura. Aceitavam serem separadas dos filhos e mudarem de identidade várias vezes ao longo dos anos. A história de algumas destas mulheres estão agora reunidas num livro que acaba de ser lançado.