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Platini diz que propriedade de jogadores por terceiros é "esclavagismo"

O presidente da UEFA, o francês Michel Platini, qualificou hoje de "esclavagismo" a propriedade dos direitos económicos dos jogadores por terceiros, nomeadamente fundos de investimento, algo que a FIFA vai proibir gradualmente a partir de maio.

Platini será um dos responsáveis que marcará presença no congresso designado de "Football Talks", que se vai realizar no Centro de Congressos do Estoril, em Cascais, entre 13 e 15 de janeiro, no qual serão debatidos "os grandes temas e desafios que se colocam ao futebol". (Arquivo)

Platini será um dos responsáveis que marcará presença no congresso designado de "Football Talks", que se vai realizar no Centro de Congressos do Estoril, em Cascais, entre 13 e 15 de janeiro, no qual serão debatidos "os grandes temas e desafios que se colocam ao futebol". (Arquivo)

© Jacky Naegelen / Reuters

"Fiz greve em 1972 para que o jogador fosse livre, para que pertencesse a si mesmo. Hoje, ver jogadores que pertencem um braço a uma pessoa, uma perna a uma sociedade de fundos sediada sabe-se lá onde e o pé a uma terceira pessoa... Acho que é vergonhoso, acho que regressámos a uma forma de esclavagismo de tempos passados", afirmou Platini.

O antigo internacional francês respondia a uma questão colocada por Laurent Blanc, técnico do Paris Saint-Germain, numa sessão de perguntas e respostas com adeptos, jogadores e treinadores através do Youtube.

"Fiz uma grande pressão sobre a FIFA para travar a propriedade de jogadores por terceiros. A FIFA, na última reunião do comité executivo, aceitou travar completamente essa prática. Coloquei a FIFA perante as suas responsabilidades, ela assumiu as suas responsabilidades, mas devemos ir mais longe", afirmou o líder do futebol europeu. 

Em março de 2014, durante um congresso da UEFA, Platini lançou um apelo ao suíço Joseph Blatter, presidente da FIFA, para que tivesse a "coragem política" de tratar da questão propriedade dos jogadores por terceiros, considerando-a um "grave perigo" para o futebol.

Seis meses depois, o comité executivo da FIFA tomou a decisão de proibir esta prática, iniciando-se a partir de maio um período de transição até que a interdição seja aplicada em pleno.

Lusa
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