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Federação espanhola de futebol suspende competições a partir de 16 de maio

A Federação Espanhola de Futebol (RFEF) anunciou esta quarta-feira a "suspensão indefinida de todas as competições a partir de 16 de maio" em desacordo com a aprovação do decreto-lei sobre os direitos televisivos, a 30 de abril.

A "suspensão indefinida de todas as competições surgiu em desacordo com a aprovação do decreto-lei sobre os direitos televisivos, a 30 de abril. (Arquivo)

A "suspensão indefinida de todas as competições surgiu em desacordo com a aprovação do decreto-lei sobre os direitos televisivos, a 30 de abril. (Arquivo)

© Paul Hanna / Reuters

Se a medida for avante, ameaça a organização das duas últimas jornadas da Liga espanhola, a 12 e 23 de maio, que incluem em embate entre Barcelona e Atlético de Madrid, e a final da Taça do Rei, um Barcelona-Athletic Bilbau no Camp Nou, a 30.

No entanto, a Liga de Futebol Profissional já anunciou que interpôs ações legais contra a decisão da RFEF, considerando-a nula, e convocou os clubes para uma assembleia-geral extraordinária na próxima segunda-feira.

A federação espanhola queixa-se de não ter sido consultada pelo governo espanhol "de forma a contribuir para a melhoria da lei" e que teve conhecimento do documento "apenas no último momento, de forma parcial e com dados mínimos".

A RFEF discorda da repartição dos direitos televisivos e da fiscalidade que lhes é aplicada, bem como da supressão das receitas das apostas, conforme está previsto no documento aprovado pelo governo.

"Esta atitude foi entendida pela direção [da RFEF] como uma falta de respeito e consideração para com o organismo que rege todo o futebol espanhol, que foi ignorado e desprezado pelo governo de Espanha", lê-se no comunicado do organismo.

O decreto centraliza a venda dos direitos de transmissão televisiva e determina que os clubes na primeira divisão recebem 90 por cento do valor realizado, cabendo apenas 10 por cento aos da segunda divisão.

A RFEF justifica a decisão da suspensão dos campeonatos pela "atitude desrespeitosa do governo de Espanha pelo conteúdo do decreto-lei", já que o documento não resolve "todas as questões que motivaram nos meses antecedentes a paragem todas das competições em 17 de federações regionais".

O organismo lembra que essa paragem "afetou mais de 600.000 jogadores, 30.000 jogos e 15.000 clubes de futebol amador".

A RFEF considera que "depois de passados três meses sobre a primeira comunicação formal" ao ministro dos Desportos, José Ignacio Wert Ortega, "não se resolveu nenhum dos problemas que afetam o futebol amador".
Lusa
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