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Falta de acordo mantém greve no futebol espanhol

A reunião desta terça-feira entre a Associação de Futebolistas Espanhóis (AFE) e a Liga de Futebol (LFP), que se realizou com mediação, terminou sem acordo, razão pela qual se mantém a greve aos campeonatos convocada pela AFE.

Em causa está um decreto-lei aprovado pelo Governo espanhol a 30 de abril, que prevê a centralização da venda dos direitos de transmissão televisiva e determina que os clubes na primeira divisão recebam 90 por cento do valor realizado, cabendo apenas 10 por cento aos da segunda divisão.

Em causa está um decreto-lei aprovado pelo Governo espanhol a 30 de abril, que prevê a centralização da venda dos direitos de transmissão televisiva e determina que os clubes na primeira divisão recebam 90 por cento do valor realizado, cabendo apenas 10 por cento aos da segunda divisão.

© Paul Hanna / Reuters

Os dois organismos compareceram no serviço de mediação e arbitragem, na sequência do comunicado da Federação espanhola (RFEF) de suspender por tempo indeterminado, a partir de 16 de maio, as competições e face à decisão dos jogadores de fazerem greve.

Em causa está um decreto-lei aprovado pelo Governo espanhol a 30 de abril, que prevê a centralização da venda dos direitos de transmissão televisiva e determina que os clubes na primeira divisão recebam 90 por cento do valor realizado, cabendo apenas 10 por cento aos da segunda divisão.

Se o futebol em Espanha parar a partir de 16 de maio, podem estar em causa as duas últimas jornadas da Liga espanhola, a 17 e 23 de maio, que incluem o jogo entre o Barcelona e o Atlético de Madrid, e a final da Taça do Rei, um Barcelona-Athletic Bilbau, no Camp Nou, a 30.

"Era difícil chegar hoje a algum tipo de acordo. Estamos a dar mais garantias e o que a Liga oferece é suficiente para resolver este conflito no âmbito de um acordo coletivo", disse no final o presidente da LFP, Javier Tebas.

Da parte da AFE, Luis Rubiales disse que os futebolistas "estão fortes" e esperam que se respeite "o direito à greve".

"Estamos a trabalhar e a dialogar. Os jogadores sabem quais os seus direitos. Sentimo-nos fortes", acrescentou.
Lusa
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