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FPF respeita decisão de Figo em abandonar candidatura à FIFA

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) recebeu com "respeito" a decisão de Luís Figo em abandonar a candidatura à presidência da FIFA e destacou a "energia, conhecimento e bom senso" do antigo capitão da seleção nacional. 

O antigo futebolista português desistiu da corrida à presidência da FIFA por considerar que "não é um ato eleitoral normal" e comparou o atual estado do organismo que rege o futebol mundial a uma "ditadura". (Arquivo)

O antigo futebolista português desistiu da corrida à presidência da FIFA por considerar que "não é um ato eleitoral normal" e comparou o atual estado do organismo que rege o futebol mundial a uma "ditadura". (Arquivo)

Matt Dunham / AP

"A FPF respeita a decisão anunciada pelo embaixador da seleção nacional, Luís Figo, relativamente às eleições para a presidência da FIFA. Os apoios que lhe foram manifestados desde a primeira hora e o notável trabalho que desenvolveu ao longo da campanha impressionaram quem não o conhecia pessoalmente. Mas não foram uma surpresa para todos quantos já tiveram o prazer de partilhar com ele ideias e conhecem a sua vontade de desenvolver o futebol de forma saudável e transparente", referiu o organismo.

Numa pequena nota colocada no seu site oficial, a FPF lembrou que Figo foi uma "figura incontornável enquanto jogador" e, depois desta candidatura, também será "fora das quatro linhas". 

"O futebol não pode dispensar o contributo, a energia, o conhecimento e o bom senso de Luís Figo", considerou a FPF.

O antigo futebolista português desistiu da corrida à presidência da FIFA por considerar que "não é um ato eleitoral normal" e comparou o atual estado do organismo que rege o futebol mundial a uma "ditadura".

"Este processo eleitoral é tudo menos isso, uma eleição. Este processo é um plebiscito de entrega do poder absoluto a um só homem, algo que me recuso a caucionar. É por isso que, após ter refletido de forma individual e partilhando opiniões com dois outros candidatos neste processo, entendo que o que vai acontecer dia 29 de maio em Zurique não é um ato eleitoral normal. E não sendo, não contam comigo", afirmou Figo em comunicado.

O anúncio de Figo surgiu horas depois de o holandês Mitchell van Praag ter desistido, anunciando o apoio ao jordano Ali bin Al Hussein, que se mantém na luta com o atual presidente, o suíço Joseph Blatter.

As eleições para o organismo que rege o futebol mundial estão marcadas para 29 de maio, em Zurique.
Lusa
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    A uma semana das eleições, Luís Figo desistiu da candidatura à presidência da FIFA. O antigo internacional português compara o organismo máximo do futebol mundial a uma ditadura e diz que estas eleições não são livres. Luis Figo afirma que o atual presidente, o suíço Joseph Blatter, não tem programa eleitoral, acrescenta que não há debates e que os candidatos não podem intervir nos congressos da FIFA, onde só Blatter tem direito a falar. Para o ex-jogador, este processo eleitoral é a entrega do poder absoluto ao atual presidente da FIFA, em que o futebol sai a perder. O anúncio de Figo surgiu horas depois do holandês Michael van Praag ter desistido. Na corrida estão agora apenas dois homens: o príncipe jordano Ali bin Al Hussein, e Joseph Blatter.

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