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Fernando Gomes afirma que "a FIFA não pode ficar como está"

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, afirmou hoje que "a FIFA não pode ficar como está", na sequência do escândalo que abalou o organismo que superintende o futebol mundial.

Fernando Gomes, de 63 anos, chefiou a comitiva portuguesa na deslocação ao Luxemburgo para a realização do segundo de dois jogos particulares, após um encontro com a Rússia, no sábado. (Arquivo)

Fernando Gomes, de 63 anos, chefiou a comitiva portuguesa na deslocação ao Luxemburgo para a realização do segundo de dois jogos particulares, após um encontro com a Rússia, no sábado. (Arquivo)

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"Portugal subscreveu uma candidatura alternativa à do atual presidente da FIFA. Acreditámos e continuamos a acreditar que Luís Figo tem todas as condições para dirigir uma grande organização como a FIFA", disse à agência Lusa o líder federativo.

De acordo com Fernando Gomes, a FPF revê-se nas declarações de Figo, que foi candidato à presidência da FIFA e depois renunciou, alegando que a eleição não era democrática.

"Revemo-nos naquilo que ele disse no momento em que denunciou o que entendeu denunciar. Os acontecimentos que se precipitaram nos últimos dias só reforçam o que Luís Figo afirmou. Não restem dúvidas. Foi ele quem sentiu na pele e teve a coragem de lutar e denunciar", frisou Fernando Gomes.

A posição surge um dia depois de o Departamento de Justiça dos Estados Unidos ter indiciado nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, acusando-os de associação criminosa e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares (quase 140 milhões de euros).

Entre os acusados estão dois vice-presidentes da FIFA, o uruguaio Eugenio Figueredo e Jeffrey Webb, das Ilhas Caimão e que é também presidente da CONCACAF (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas), assim como o paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Confederação da América do Sul (Conmebol).

Dos restantes dirigentes indiciados fazem parte o brasileiro José María Marín, membro do comité da FIFA para os Jogos Olímpicos Rio2016, o costarriquenho Eduardo Li, Jack Warner, de Trinidad e Tobago, o nicaraguense Júlio Rocha, o venezuelano Rafael Esquivel e Costas Takkas, das Ilhas Caimão.

A FIFA suspendeu provisoriamente 12 pessoas de toda a atividade ligada ao futebol: os nove dirigentes ou ex-dirigentes indiciados e ainda Daryll Warner, filho de Jack Warner, Aaron Davidson e Chuck Blazer, antigo homem forte do futebol dos Estados Unidos, ex-membro do Comité Executivo da FIFA e alegado informador da procuradoria norte-americana, que já esteve suspenso por fraude. 

A acusação surge depois de o Ministério da Justiça e a polícia da Suíça terem detido Webb, Li, Rocha, Takkas, Figueredo, Esquivel e Marin na quarta-feira, num hotel de Zurique, a dois dias das eleições para a presidência da FIFA, à qual concorrem o atual presidente, o suíço Joseph Blatter, e Ali bin Al-Hussein, da Jordânia.

Simultaneamente, as autoridades suíças abriram uma investigação à atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022 à Rússia e ao Qatar.

Lusa
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