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Dirigentes palestiniano e israelita apertam a mão no congresso da FIFA

Os presidentes das federações de futebol da Palestina, Jibril Rajoub, e de Israel, Ofer Eini, cumprimentaram-se hoje, com um aperto de mãos, durante o 65.º Congresso da FIFA, que decorre na cidade suíça de Zurique.

© Ruben Sprich / Reuters

O cumprimento foi largamente aplaudido pelos delegados presentes na reunião magna e seguiu-se à retirada, por parte da federação palestiniana, da proposta de suspensão da congénere israelita do organismo que rege o futebol mundial.

"Trabalharemos juntos", disse Eini, na tribuna do congresso, antes de se dirigir ao responsável palestiniano para o cumprimentar.

A Palestina, membro da FIFA desde 1998, queria que o organismo suspendesse Israel devido às restrições ao movimento de futebolistas palestinianos.

A federação palestiniana requeria também que cinco clubes, localizados na zona ocupada na Cisjordânia, fossem impedidos de participar no campeonato israelita.

Apesar de ter retirado a petição, a federação palestiniana pediu que fosse criado um mecanismo que verifique que Israel não imponha obstáculos à circulação de futebolistas locais e que avalie a participação dos clubes dos territórios no campeonato israelita.

Das 209 associações nacionais presentes 168 votaram favoravelmente esta proposta, 18 votaram contra e as restantes abstiveram-se.

O ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros de Israel congratulou-se com a retirada do pedido de suspensão, considerando que se evitou uma "situação absurda".

"O resultado das conversações na FIFA é positiva e saúdo o facto de não termos chegado a uma situação absurda, que era um Estado como Israel ser suspenso de um organismo cuja vocação é, antes de mais, o desporto", disse Tzipi Hotovely.

Com Lusa
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