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Mo Farah diz que nunca se dopou nem nunca falhou testes

O britânico Mo Farah, campeão mundial e olímpico dos 5000 e 10.000 metros, reiterou esta sexta-feira nunca ter tomado substâncias que melhorassem o desempenho desportivo e negou ter falhado a testes antidoping.

O atleta britânico, de 32 anos e nascido na Somália, tem estado sob suspeita desde o início do mês, na sequência de um documentário divulgado pela BBC, que dava conta da violação da regulamentação antidoping do seu treinador, Alberto Salazar, e do companheiro de treino Galen Rupp. (Arquivo)

O atleta britânico, de 32 anos e nascido na Somália, tem estado sob suspeita desde o início do mês, na sequência de um documentário divulgado pela BBC, que dava conta da violação da regulamentação antidoping do seu treinador, Alberto Salazar, e do companheiro de treino Galen Rupp. (Arquivo)

© Dylan Martinez / Reuters

"Nunca tomei drogas que melhorassem o desempenho e nunca tomarei", frisou Farah, na sua página oficial no Facebook.

O atleta britânico, de 32 anos e nascido na Somália, tem estado sob suspeita desde o início do mês, na sequência de um documentário divulgado pela BBC, que dava conta da violação da regulamentação antidoping do seu treinador, Alberto Salazar, e do companheiro de treino Galen Rupp.

"Ao longo da minha carreira fui submetido a centenas de controlos antidoping e todos foram negativos. Eu expliquei aturadamente os dois únicos testes que falhei na minha carreira, que as autoridades compreenderam, e nunca houve a suspeita de que estes tenham sido algo mais do que simples enganos", acrescentou o recordista europeu da meia-maratona, marca obtida em março, em Lisboa.

O jornal britânico Daily Mail noticiou na quinta-feira que Farah tinha falhado dois controlos antes dos Jogos Olímpicos de Londres2012, nos quais venceu duas medalhas de ouro.

A regulamentação antidopagem britânica prevê uma suspensão até quatro anos para atletas que falhem três controlos em 12 meses [um período que era de 18 meses antes de 2013].

"As últimas duas semanas foram as mais duras da minha vida -- com rumores e especulação sobre mim que são completamente falsos -- e o impacto que teve na minha família e nos meus amigos deixou-me furioso, frustrado e preocupado. Em particular, com a pressão da comunicação social sobre a minha família e a minha mulher, que está grávida de cinco meses. É extremamente doloroso, especialmente estando eu fora a treinar para corridas importantes", referiu.

O meio-fundista confirmou a viagem para Portland, que levou à sua ausência da prova de 1.500 metros da etapa de Birmingham da Liga de Diamante, para falar com o seu treinador, Alberto Salazar.

"Ele reiterou que as acusações são falsas e que em breve vai apresentar provas esclarecedoras. Até lá, não irei comentar as alegações", rematou Farah.

Salazar e Rupp negaram as acusações de dopagem, tal como a que o treinador encorajou o atleta a tomar testosterona, enquanto sobre Farah não havia qualquer suspeita de práticas ilegais.

Salazar treina Farah desde fevereiro de 2011 e é o responsável técnico do prestigiado Nike Oregon Project, em Portland, e um "consultor gracioso" da federação britânica de atletismo.
Lusa
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