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Bruno de Carvalho garante que chegou a acordo com Jorge Jesus em dois dias

O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, admitiu hoje que o acordo com o novo treinador dos 'leões', Jorge Jesus, foi 'fechado' em dois dias e que para isso contribuiu uma vontade mútua.  

MIGUEL A. LOPES

"Estávamos atentos ao que se estava a passar [no Benfica] e a partir do momento em que soubemos que ele não iria renovar o contrato contactámos o Jorge jesus. Tudo isto dois dias antes de termos anunciado a sua contratação. Não sei se isso torna o acordo mais credível ou não, mas para mim estes são os melhores", afirmou em entrevista à TVI.

Depois de ter apresentado o treinador oficialmente perante os sócios na quarta-feira, Bruno de Carvalho admitiu que para a rapidez do 'processo' contribuiu de forma determinante a "vontade muito grande, quer de Jorge Jesus, quer do Sporting" em chegar a acordo e que era uma ambição do clube "contar nos quadros com um treinador bicampeão, que em seis épocas conquistou três campeonatos".

Sem nunca revelar o salário de Jesus, tema que tem gerado controvérsia, o líder 'leonino' alertou para as segundas intenções das notícias que têm vindo a público, preferindo salientar que, neste momento, o Sporting é um clube com contas equilibradas.

"Os valores que têm estado na praça pública têm uma intenção por trás. Já ouvi cinco [milhões], já ouvi seis e mais. Havia pessoas com interesse que o Jesus saísse, mas ele quis continuar em Portugal. O que lhe posso dizer é que das propostas que estiveram em cima da mesa pelo Jesus a nossa foi a mais baixa e que o Sporting é neste momento um clube estável", salientou.

Por isso, Bruno de Carvalho admitiu que caso seja necessário, e apontando ao objetivo claro de vencer títulos, o clube tem alguma disponibilidade para reforçar a equipa caso o treinador e a SAD assim o entendam, mas que para já nada está pensado.

"Estamos com alguma calma. Esperar a avaliação do Jorge Jesus do plantel, dos jogadores, e a partir daí pensar nas necessidades que o plantel terá. O que nos queremos é vencer e conquistar títulos. São esses os desígnios do sporting, uma ambição dele [Jorge Jesus] e minha", disse.

Além do treinador, na quarta-feira o Sporting anunciou também Manuel Fernandes e Octávio Machado como os dois novos elementos para da estrutura do futebol, que assim fica completa. Admitindo que foram pedidos pelo treinador, Bruno de Carvalho desvalorizou os 'desentendimentos' públicos passados com ambos, preferindo salientar a mais valia que espera que aportem ao clube.

 "Vão os dois trabalhar na estrutura. Muito de perto do treinador Jorge jesus. Foi um pedido dele. O que nós precisamos é das competências das pessoas. O que se passou ou não se passou isso não interessa", garantiu.

Por fim, e sem se alongar já que são dois temas que se encontram sob alçada jurídica, o líder leonino falou ainda do 'caso Marco Silva', e da sua saída litigiosa de Alvalade, e da recente expulsão do ex-presidente do Sporting Godinho Lopes como sócio do clube.

Sobre o primeiro admitiu que não era vontade sua que as coisas tivessem chegado aos tribunais e que era intenção do clube de chegar a um acordo com o treinador, garantindo também que o processo do seu despedimento "é muito denso, e que ninguém despede ninguém por não vestir um fato".

Sobre o 'caso' Godinho Lopes, o presidente nega que esteja a ser feita uma 'caça' aos ex-dirigentes do clube e que a decisão de expulsar não foi sua, mas sim dos adeptos do clube.

"O Conselho Fiscal tomou as decisões que deveria ter tomado. Vivemos num país de direito e democrático e as pessoas têm os locais próprios para o fazer. Assim o é nos clubes também, mas isto é um processo exclusivamente interno", concluiu.

Lusa

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