sicnot

Perfil

Desporto

Primeiro-ministro japonês ordena revisão completa do projeto do estádio dos Olímpicos de 2020

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ordenou hoje uma revisão completa ao projeto do futuro estádio dos Olímpicos de Tóquio, em 2020, em reação às inúmeras críticas aos custos estimados no equivalente a 1,87 mil milhões de euros.

© KYODO Kyodo / Reuters

"Decidi rever inteiramente os planos e começar do zero", afirmou Shinzo Abe aos jornalistas, após um encontro com o presidente do comité organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Yoshiro Mori.

"Tomei esta decisão porque tenho a garantia de que podemos definitivamente terminar a construção a tempo (...). Por outro lado, o estádio não vai estar pronto para acolher o Mundial de Râguebi", em 2019, lamentou, reafirmando o apoio do governo ao evento, cujos organizadores têm agora que procurar alternativas.

Os resultados de uma sondagem realizada pela televisão estatal japonesa NHK, divulgados esta semana, indicam que oito em cada dez japoneses rejeitam a construção do polémico novo estádio olímpico, cujos custos duplicaram face ao orçamento inicial.

As novas instalações desportivas têm estado envolvidas em polémica sobretudo desde que foi selecionado, em 2012, o projeto da arquiteta iraquiana Zaha Hadid pela sua dimensão faraónica e por não estar adaptado ao ambiente urbano que envolve o recinto, a ser construído sobre o antigo estádio dos Jogos Olímpicos de 1964

Inicialmente, o orçamento era de 162 mil milhões de ienes (1,2 mil milhões de euros), mas o montante foi revisto em alta para 252 mil milhões de ienes (1,87 mil milhões de euros), verba nunca vista na história do desporto. A título de comparação, o estádio 'sede' dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, custou 680 milhões de euros, enquanto o de Pequim, na edição anterior, 455 milhões.

Lusa

  • Dono de submarino é o único suspeito da morte de jornalista sueca
    1:51

    Mundo

    A polícia dinamarquesa confirmou que o corpo decapitado encontrado junto ao mar, perto de Copenhaga, é o da jornalista sueca desaparecida há mais de 10 dias. Kim Wall estava a fazer uma reportagem sobre um submarino artesanal com o criador, que é agora o principal suspeito do crime. Parte do corpo foi encontrada na segunda-feira e identificada através de exames de ADN.