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Sporting na final da Cape Town Cup2015 ao vencer Ajax nos penáltis

O Sporting fez uma primeira parte promissora e qualificou-se hoje para a final da Cape Town Cup2015 ao superar o Ajax local no desempate por grande penalidades (4-2), após um empate a dois golos.

MIGUEL A. LOPES / Lusa

Jorge Jesus apostou num onze inicial mais rotinado, que incluiu nove jogadores portugueses, assente num sistema de 4x2x3x1, com duplo 'pivot' defensivo a meio-campo constituído por Adrién e João Mário, com este a ter mais liberdade para sair, dois extremos, Gelson e Mané, um número 10 personificado em André Martins, a unidade mais próxima do ponta de lança Slimani.

O Sporting fez uma primeira parte interessante, sobretudo no tempo ofensivo, no qual conseguiu conciliar segurança nas saídas para o ataque com bons movimentos e combinações, com a equipa a ser capaz de dar profundidade às suas ações ofensivas, com o envolvimento constante dos laterais, em particular Jefferson, porque João Pereira denotou claramente estar mais abaixo em termos de ritmo.

Outro aspeto positivo foi a capacidade que a equipa já revelou para pressionar alto, como Jorge Jesus tanto gosta, e fazê-lo em bloco, a despeito de os defesas, por vezes, não terem sido expeditos a subir, o que forçou o treinador 'leonino' a gritar para dentro do campo algumas vezes.

O Sporting abriu o marcador aos 19 minutos, por Carlos Mané, a culminar uma excelente jogada coletiva de envolvimento, na qual participaram também André Martins e Jefferson, autor do cruzamento.

Este golo marcou o arranque do Sporting para uma boa exibição até ao intervalo, com a equipa a tomar conta do jogo e a criar várias oportunidades de golo até ao intervalo que poderiam, a ser concretizadas, ter decidido o destino do jogo na primeira parte.

Aos 28 minutos, o árbitro perdoou um penálti cometido sobre André Martins, aos 30 foi o argelino Slimani, que, de cabeça, quase a fez o 2-0, e, aos 35, o ponta de lança dos 'leões' forçou o guarda-redes sul-africano a uma boa defesa com os pés após grande jogada de Gelson e André Martins pelo flanco direito.

Aos 40 minutos, João Pereira cruzou para o peito de Slimani, com tempo para amortecer, deixá-la cair, mas o remate saiu por alto quando tinha tudo para fazer o golo.

Um aspeto negativo teve a ver com o desacerto no tempo de marcação e entrada aos lances junto à área do Sporting, cuja defesa foi por duas vezes batida, aos 29 e 36 minutos, com o portador da bola sem oposição a meter a bola nas costas dos centrais, pelo lado de Paulo Oliveira, a isolar Scott e Mdabuka na cara de Rui Patrício, lances que só não resultaram em golo porque o guarda-redes 'leonino' defendeu um e o avançado da casa rematou para fora noutro.

Na segunda parte, Jorge Jesus quis ver em ação todos os jogadores e fez entrar Esgaio, Naldo, Montero, Gutierrez, Carrillo, Jonathan Silva, Iúri Medeiros, Ciani, Wallyson e Rúben Semedo, o que teve como consequência um jogo mais desgarrado e menos controlado por parte do Sporting.

A ausência de rotinas entre muitos dos jogadores que entraram retiraram coesão defensiva e fluidez e profundidade ao jogo ofensivo do Sporting e a equipa começou a pagar caro os erros, como os que estiveram na origem dos dois golos do Ajax, o primeiro aos 68 minutos, de penálti, por Cecil Lolo, e o segundo aos 80, por Franklim Cale.

Valeu ao Sporting um golo de Rúben Semedo, de cabeça, aos 84 minutos, na sequência de um canto cobrado por Iúri Medeiros, para evitar a derrota e levar a decisão para os penáltis, nos quais os leões foram claramente mais competentes.

Lusa

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