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IAAF considera notícias sobre doping "sensacionalistas e enganadoras"

A IAAF classificou esta quarta-feira de "sensacionalistas e enganadoras" as notícias sobre doping no atletismo publicadas esta semana pelo diário inglês Sunday Times e pelo canal alemão ARD, defendendo que "a suspeita por si só não vale como prova".

Em comunicado, a Associação Internacional de Federações de Atletismo sublinha que os resultados a que se faz referência "não são controlos antidoping positivos, e que de resto a ARD e o Sunday Times reconhecem que as suas avaliações não valem como prova". (Arquivo)

Em comunicado, a Associação Internacional de Federações de Atletismo sublinha que os resultados a que se faz referência "não são controlos antidoping positivos, e que de resto a ARD e o Sunday Times reconhecem que as suas avaliações não valem como prova". (Arquivo)

© Reuters Staff / Reuters

Em comunicado, a Associação Internacional de Federações de Atletismo sublinha que os resultados a que se faz referência nas reportagens "não são controlos antidoping positivos, e que de resto a ARD e o Sunday Times reconhecem que as suas avaliações não valem como prova".

Nas reportagens referia-se que as amostras sanguíneas de 800 atletas de topo apresentavam "valores suspeitos ou altamente suspeitos", sugerindo um processo generalizado de dopagem de grande amplitude.

Nomeadamente, é referido que no meio-fundo (800 metros a maratona) um terço dos medalhados olímpicos e mundiais entre 2001 e 2012 estaria nesse grupo, sem que no entanto qualquer nome seja avançado.

A ARD, no sábado, e a edição de domingo do Times basearam-se na análise de 12 mil exames sanguíneos naqueles 12 anos, envolvendo cinco mil atletas, que fazem parte de uma base de dados da IAAF.

A investigação recorre ao depoimento dos especialistas australianos Michael Ashenden e Robin Parisotto, que criaram o método de deteção da EPO. Parisotto diz mesmo que a situação no atletismo poderá ser equivalente à que se viveu no ciclismo, há 10 ou 15 anos.

Na resposta da IAAF também se recorre a um especialista, o hematologista Giuseppe D'Onofrio, que critica "os atalhos, a abordagem simplista e o sensacionalismo, quando está em jogo a carreira de atletas". D'Onofrio foi um dos cientistas que trabalharam na criação do passaporte biológico, obrigatório para os atletas desde 2009.

Depois dos números avançados pela ARD e o Times, visando nomeadamente o desporto do Quénia e da Rússia, a Agência Mundial Antidopagem manifestou-se domingo "muito preocupada" e segunda-feira Thomas Bach, presidente do COI, reafirmou que no próximo ano se aplicará o princípio de "tolerância zero" para o Rio2016.

Hoje, a IAAF nega que a base de dados de 12 mil análises interpretadas pela ARD e o Times tenha o que quer que seja de "secreta" e diz que ela própria já fez uma "análise detalhada", publicada em 2011 numa revista científica.

A IAAF recorda que esse estudo revelou o mesmo nível de "suspeitas de doping" e que também se notava que a Rússia e o Quénia eram os países com mais casos de amostras "suspeitas".

"Não há um sistema perfeito de apanhar os batoteiros, mas a IAAF está na linha da frente em matéria de controlos antidoping há vários anos. E no quadro do passaporte biológico, um programa pioneiro, mais atletas foram suspensos pela IAAF do que por todas as outras federações e agências antidopagem juntas", refere ainda o comunicado.

Depois, a IAAF avança com números globais: mais de 19 mil testes sanguíneos desde 2001, dos quais 11 mil desde 2009 e a introdução do passaporte biológico.

No total, 141 atletas tiveram positivos por EPO, desde o primeiro caso, em 2001, e 39 foram sancionados desde 2011, com 24 processos ainda em análise.

Lusa

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