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AMA vai "investigar urgentemente" recentes alegações de doping no atletismo

A Agência Mundial Antidopagem vai "investigar urgentemente" as alegações de doping generalizado no atletismo de alta competição, avançadas no passado fim de semana pelo jornal Sunday Times e o canal ARD.

© Ruben Sprich / Reuters

A Agência Mundial Antidopagem vai "investigar urgentemente" as alegações de doping generalizado no atletismo de alta competição, avançadas no passado fim de semana pelo jornal Sunday Times e o canal ARD.

Craig Reedie, presidente do organismo internacional de combate ao doping, declarou hoje que a AMA não vai ficar desatenta ao problema e vai propor à sua Comissão Independente que "investigue com urgência" o caso, que surgiu após a análise de uma base de dados de 12 mil testes de sangue a atletas, entre 2001 e 2012.

Segundo a ARD e o Sunday Times, muito desses testes, mesmo sem terem originado casos sancionados de dopagem, revelam valores preocupantes, nomeadamente no caso da Rússia e Quénia, duas potências da modalidade.

"A AMA tem o compromisso de proteger a confidencialidade dos atletas e pediu à sua Comissão Independente que comece com urgência a investigação. Esperamos que a IAAF [Federação Internacional de Atletismo], que formalmente concordou com a total cooperação (...), também esteja empenhada", disse Reedie.

O dirigente da AMA não poupou, no entanto, a forma como a ARD e o Sunday Times orientaram a sua investigação, por poder sugerir dopagem de qualquer atleta que esteja naquela base de dados.

Antes, David Howman, diretor geral a AMA, tinha considerado "imprudente" tirar qualquer conclusão da reportagem e criticou estar-se a acusar atletas. "Uma parte desses dados são anteriores ao Passaporte Biológico, que foi criado em 2009", reforçou, e "não podem ser legalmente ser considerados doping".

Lusa

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