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Presidente da comissão de reformas da FIFA diz que Blatter está a ser injustiçado

O advogado suíço François Carrard, que preside à comissão de reformas da FIFA desde julho, afirmou que o presidente do organismo que rege o futebol mundial, o seu compatriota Joseph Blatter, está a ser "tratado injustamente".

Tsafrir Abayov

"Há qualquer coisa de injusta na forma como ele [Blatter] é tratado. Eu digo-o com total independência. Ele está a ser queimado. Terá, certamente, cometido erros, mas também fez coisas positivas", afirmou Carrard, em entrevista ao jornal suíço Le Matin Dimanche.

Carrard lidera a comissão de reformas da FIFA, para a qual foi designado a 20 de julho pelo presidente demissionário do organismo, tendo como 'missão' apresentar propostas ao congresso eletivo extraordinário de 26 de fevereiro de 2016, em Zurique.

"Se falamos de corrupção...Eu tenho todos os processos norte-americanos. Na acusação, não há uma palavra contra ele. Nada", referiu Carrard, considerando que Blatter é "um homem tratado injustamente".

O causídico helvético acrescentou que "não é realista" imaginar uma refundação da FIFA, a partir do zero.

"Eu sou um homem do desporto internacional que pretende que as organizações sejam bem geridas. Não tenho qualquer intenção de colocar uma bomba, mas sim quero desarmá-la", rematou Carrard.

A FIFA foi atingida no final de maio por um escândalo de corrupção que levou Joseph Blatter a apresentar a demissão.

O escândalo rebentou quando, a 27 de maio, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, acusando-os de associação criminosa e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares (quase 140 milhões de euros).

A acusação surgiu depois de o Ministério da Justiça e a polícia da Suíça terem detido sete membros da FIFA, num hotel de Zurique.

Dois dias depois, apesar do escândalo, Joseph Blatter, de 79 anos, foi reeleito para um quinto mandato à frente do organismo, mas acabou por se demitir.

Lusa

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