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Suíça vai decidir extradições de dirigentes da FIFA em setembro

O Ministério da Justiça da Suíça vai decidir em setembro sobre os pedidos de extradição dos Estados Unidos sobre seis dirigentes da FIFA acusados de corrupção, disse hoje um porta-voz do governo helvético.

© Arnd Wiegmann / Reuters

Em maio, a polícia suíça deteve sete dirigentes o organismo, cuja sede é situada em Zurique, como parte de um processo desencadeado pelo Departamento de Justiça norte-americano de irregularidades na FIFA.

O ex-vice-presidente da FIFA Jeffrey Webb, das Ilhas Caimão, foi extraditado em julho, depois de aceitar enfrentar as acusações em solo norte-americano.

"As decisões [contra os restantes seis] são esperadas em setembro", disse à agência AFP Folco Galli, porta-voz do gabinete federal de Justiça suíço.

Os procedimentos sobre um dos acusados -- antigo presidente da federação de futebol da Nicarágua, Julio Rocha -- permanecem separados dos restantes, uma vez que Rocha aceitou ser extraditado para o seu país de origem, onde também é acusado de ter solicitado subornos.

No entanto, as autoridades suíças não vão decidir este caso enquanto os Estados Unidos não disserem se concordam com este pedido de extradição.

A FIFA foi atingida no final de maio por um escândalo de corrupção que levou Joseph Blatter a apresentar a demissão.

O escândalo rebentou quando, a 27 de maio, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, acusando-os de associação criminosa e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares (quase 140 milhões de euros).

A acusação surgiu depois de o Ministério da Justiça e a polícia da Suíça terem detido sete membros da FIFA, num hotel de Zurique.

Dois dias depois, apesar do escândalo, Joseph Blatter, de 79 anos, foi reeleito para um quinto mandato à frente do organismo, mas acabou por se demitir.

Lusa

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