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Benfica diz não ser responsável por atos ilícitos de ex ou atuais funcionários

O Benfica salientou hoje não ser responsável "pela prática de atos ilícitos dos seus ex ou atuais funcionários fora das suas competências profissionais", em alusão à detenção de um seu ex-funcionário por tráfico de droga.

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Hoje, o Jornal de Notícias avançou com a informação de que a Polícia Judiciária (PJ) fez buscas no Estádio da Luz e deteve um homem que era funcionário do clube e estava referenciado como diretor do departamento de apoio aos jogadores.

A 31 de julho, a PJ já tinha anunciado, em comunicado, a detenção de duas pessoas e a apreensão de 9,5 quilos de cocaína, no âmbito de uma operação que visou desmantelar um grupo organizado de tráfico de droga.

O Benfica confirma que, no âmbito de uma investigação, "a Polícia Judiciária deteve em Sintra um ex-funcionário" e que a polícia contou desde logo com a colaboração do clube, algo que garante que continuará a acontecer, tendo os investigadores tido "acesso ao antigo espaço que o referido ex-funcionário ocupava no estádio".

A PJ adiantava, no mesmo comunicado, que a "organização criminosa" era composta por portugueses que se dedicavam "à importação de produto estupefaciente para território nacional desde a América do Sul, por via aérea" e que os detidos, com 54 e 58 anos, ficaram em prisão preventiva.

Segundo o JN, "para o Ministério Público de Sintra, que é titular do inquérito criminal, e para os investigadores da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, é clara a ligação de José Carriço ao Benfica", e que terá sido registada diversas vezes a entrada de cidadãos colombianos no Estádio da Luz, a pretexto de reuniões com o ex-funcionário.

O clube da Luz diz que não tolerará o que considera ser a forma "leviana, incorreta e cheia de insinuações" como a informação tem vindo a ser divulgada e que irá denunciar nos meios e locais adequados a devida compensação por aquilo que diz ser uma "reiterada violação do direito ao seu bom-nome".

Lusa

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