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Portugal no Europeu de ténis de mesa com revalidação do título 'na mira'

Portugal parte para o Europeu de ténis de mesa, a disputar na Rússia, entre 25 de setembro e 04 de outubro, com a ambição de renovar o título masculino por equipas, conquistado há um ano, em Lisboa.

© Mikhail Voskresenskiy / Reute


Há cerca de três meses, a equipa masculina portuguesa voltou a "dar cartas" e juntou ao título europeu à medalha de ouro dos Jogos Europeus, disputados em Baku.

Depois de ter sido decisivo na final dos Jogos Europeus, João Geraldo, suplente no Europeu de Lisboa, em 2014, acredita numa grande prestação portuguesa na cidade russa de Ecaterimburgo.

"Tudo é possível. Ao longo do ano, mostrámos que somos os melhores da Europa, vencemos o Europeu e vencemos em Baku. Temos os dois últimos títulos europeus disputados. Vou dar o máximo", disse à agência Lusa o jogador, que representa os alemães do ASV Grünwettersbach e ocupa a 90.ª posição no 'ranking' mundial.

Marcos Freitas, nono da hierarquia mundial, também acredita que "Portugal pode renovar o título" e elege a Alemanha, a Áustria, a Rússia e a Suécia como principais opositoras.

Em termos individuais, Marcos Freitas assume a vontade de subir ao pódio: "O meu principal objetivo é ganhar uma medalha, vou ser 2.º ou 3.º cabeça de série e gostava muito de subir ao pódio".

Além de João Geraldo e Marcos Freitas, Portugal vai estar representado em masculinos por Tiago Apolónia, João Monteiro e Diogo Chen.

A equipa masculina portuguesa é treinada pelo chinês Kong Guoping, que no início deste mês sucedeu no cargo a Pedro Rufino, que já não marcou presença nos Jogos Europeus de Baku.

Kong Guoping, que há 10 anos treinava o Mirandela, acredita que Portugal pode revalidar o título e considera que Alemanha, França e Rússia poderão ser os principais opositores da formação lusa.

No setor feminino, no qual Portugal vai estar representado por Fu Yu -- medalha de bronze na prova individual no Europeu de 2013 -, Jieni Shao, Leila Oliveira e Rita Fins, o primeiro objetivo por equipas é atingir os quartos de final.

"Acredito que o grupo só vai ser decidido no último jogo. O nosso objetivo é atingir os quartos de final e depois pensar jogo a jogo", afirma o treinador da equipa feminina, António Jorge Fernandes, lembrando que se esse objetivo for conseguido, Portugal melhor o 12.º lugar conseguido em Lisboa.

Tiago Viegas, vice-presidente da Federação Portuguesa de Ténis de Mesa, assume que o grande objetivo é a revalidação do título de equipas masculinas e garante que o facto de Portugal defender o título não aumenta a pressão.

"Defender o título não aumenta a pressão. Para os nossos atletas, o fundamental era entrar na história do ténis de mesa, e isso eles já conseguiram", garante.

Na competição masculina de singulares, Tiago Viegas considera que os 'rankings' "obrigam a pensar em medalhas", mas alerta para o facto de a competição por equipas -- que decorre de 25 a 29 -- "ser bastante desgastante para os atletas, que depois jogam as competições individuas e de pares".

O vice-presidente da FPTM entende que a chamada de atletas nascidas fora de Portugal "não é um fator negativo", classificando a decisão como "uma forma de desbravar caminho e de projetar o ténis de mesa feminino português".

O Europeu de ténis de mesa não tem influência direta na qualificação para os Jogos Olímpicos Rio2016, para os quais o apuramento é feito através do 'ranking' e de provas específicas.

Ao contrário do que sucedeu no Europeu disputado em 2014 em Lisboa, no qual só se disputaram as competições masculina e feminina por equipas, o Europeu deste ano vai atribuir títulos por equipas, individuais e pares nos dois setores.

Lusa

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