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Santos nega ter pedido à FIFA suspensão de seis meses para Neymar

O clube de futebol brasileiro Santos esclareceu na quinta-feira que apenas solicitou à FIFA que determine possíveis irregularidades na transferência de Neymar para o Barcelona, negando ter pedido a suspensão do avançado.

Antes de rumar à Catalunha, Neymar representou o clube brasileiro entre 2003 e 2013. (Arquivo)

Antes de rumar à Catalunha, Neymar representou o clube brasileiro entre 2003 e 2013. (Arquivo)

Andre Penner / AP

"O Santos não apresentou nenhum pedido adicional à FIFA. Apenas decorre a avaliação de uma queixa do clube, apresentada em maio, que está a ser avaliada por um comité de arbitragem", esclareceu em comunicado o clube de São Paulo, negando ter pedido uma suspensão de seis meses para o internacional brasileiro, como chegou a ser noticiado.

O clube paulista diz ter sido prejudicado por ter recebido apenas 17,1 milhões de euros pela transferência de Neymar para o clube catalão, já que na justiça espanhola continuam a ser avaliados os contornos de um negócio estimado em 83,4 milhões.

"O clube quer apenas defender os seus direito e recuperar as perdas que sofreu nesta transferência", frisou o Santos na mesma nota, delegando na FIFA, "e não no Santos", a competência para avaliar eventuais punições.

Segundo o jornal brasileiro Globosporte, o presidente do Santos, Modesto Roma, tinha pedido à FIFA a suspensão, em todas as competições, de Neymar, numa ação judicial na qual acusava o avançado de infringir o artigo 62 do Código Disciplinar do organismo.

Em declarações à emissora catalã COPE, Roma afirmou que apresentou a ação judicial em maio e que, "apesar de Neymar ser um ídolo", o Santos denunciou o caso, "porque há coisas em que não está de acordo".

Segundo o presidente do Santos, "a transferência [de Neymar para o Barcelona] não foi feita de forma clara e transparente e isso foi provado pela justiça espanhola, pelo fisco espanhol e pela justiça brasileira" e, por isso, pedia à FIFA que "atue perante as coisas que foram feitas de forma incorreta".

Lusa

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