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Atleta russo enfrenta suspensão de quatro anos após ignorar castigo da IAAF

O atleta russo Viktor Ugarov enfrenta uma suspensão que pode ir até quatro anos, depois de ignorar o castigo que a Federação Internacional de Atletismo (IAAF) impôs à Federação russa (ARAF), ao participar numa maratona no passado domingo.

(Arquivo)

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© Carlo Allegri / Reuters

Segundo a Federação Russa, o atleta participou na maratona de Kanasawa, no Japão, que acabou por vencer, violando assim a suspensão provisória que a IAAF impôs à ARAF, depois de a Federação ter sido acusada de "dopagem organizada".

"Vamos multá-lo [Ugarov]. Vai ser uma suspensão de pelo menos dois anos. Talvez, até, uma suspensão de quatro anos", disse o presidente da ARAF, Vadim Zelichenok, à agência de notícias ITAR-TASS.

Assim sendo, a IAAF cancelou o resultado de Ugarov na maratona de Kanazawa, com o atleta impedido de receber também o prémio monetário.

Também hoje, a ARAF emitiu um aviso aos seus atletas, revelando que a sua participação em qualquer competição fora de Rússia pode causar uma suspensão, por quebrar o castigo imposto pela IAAF.

Um relatório da Comissão Independente (CI) da Agência Mundial Antidopagem (AMA), tornado público na segunda-feira, recomenda a suspensão da Federação Russa de Atletismo, por práticas de doping, assim como a retirada da acreditação ao laboratório de Moscovo, cujo diretor foi responsável pela destruição de 1.417 amostras consideradas suspeitas de práticas dopantes.

O documento elaborado pela comissão acusa também, entre outras coisas, os serviços secretos russos de intimidação dos responsáveis pela análise de amostras recolhidas nos Jogos Olímpicos de Sochi e recomenda, igualmente, a erradicação de cinco atletas e cinco treinadores.

Entre os atletas que a comissão quer ver afastados do atletismo está Mariya Savinova, campeã olímpica dos 800 metros nos Jogos de Londres2012, e Ekaterina Poistogova, bronze na mesma categoria.

Na sexta-feira a IAAF decidiu suspender provisoriamente, e com efeito imediato, a Federação Russa de Atletismo, em resposta à recomendação da AMA, que publicou um relatório no qual salientou as práticas de doping e ocultação de resultados positivos.

Lusa