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Blatter diz-se alvo de "ação inquisitorial" do Comité de Ética da FIFA

O presidente demissionário da FIFA afirmou esta quarta-feira que foi alvo de "uma ação inquisitorial" por parte do Comité de Ética da organização, que o suspendeu por 90 dias e defendeu novas sanções com base em suspeitas de corrupção.

Em declarações a vários órgãos de comunicação social suíços, Blatter invocou a sua inocência e afirmou-se vítima de um ataque. (Arquivo)

Em declarações a vários órgãos de comunicação social suíços, Blatter invocou a sua inocência e afirmou-se vítima de um ataque. (Arquivo)

© Denis Balibouse / Reuters

Em declarações em separado a vários órgãos de comunicação social suíços, hoje divulgadas, Joseph Blatter invocou a sua inocência e afirmou-se vítima de um ataque.

"Como um bom cristão, devo dizer que as iniciativas da Comissão de Ética a meu respeito se tratam de uma ação inquisitorial", afirmou, citado pela agência noticiosa desportiva "Sportinformation".

Em declarações à estação de televisão SF DRS, o ainda presidente da FIFA defendeu que cabe aos que o acusam provar a veracidade das acusações -- "não sou eu que tenho de provar a minha inocência".

O dirigente suíço, de 79 anos, aludiu ainda noutra entrevista à sua recente hospitalização na sequência de uma depressão, afirmando que esteve "muito perto" de morrer.

Além de Blatter, também o secretário-geral da FIFA, o francês Jérôme Valcke, e o presidente da UEFA, o também francês Michel Platini, foram suspensos provisoriamente por 90 dias pelo Comité de Ética da FIFA, a 08 de outubro, por implicação no escândalo de corrupção que atingiu a instituição.

Na base das suspensões estão os inquéritos que decorrem no próprio órgão da FIFA, ainda que vários outros responsáveis do organismo mundial estejam também a ser investigados pelas autoridades suíças e norte-americanas.

A 25 de setembro, o Ministério Público suíço instaurou um processo criminal a Blatter, que foi interrogado na qualidade de arguido, por suspeita de gestão danosa, apropriação indevida de fundos e abuso de confiança.

Platini foi ouvido na qualidade de testemunha e acabou por ser implicado no processo, por ter recebido deBlatter um pagamento ilegal, feito "em prejuízo da FIFA", no valor de dois milhões de francos suíços (perto de 1,8 milhões de euros).

A FIFA foi abalada por um escândalo de corrupção em maio, a dois dias da reeleição de Blatter, num processo aberto pela justiça dos Estados Unidos e que levou à acusação de 14 dirigentes e ex-dirigentes.

No início de junho, Blatter apresentou a demissão, abrindo o caminho para novas eleições, que foram marcadas para 26 de fevereiro de 2016.

Lusa

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