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Comparado a Senna e Schumacher com apenas 18 anos

Aos 17 anos, quando ainda não tinha idade para ter carta de condução, o holandês Max Verstappen converteu-se no piloto mais jovem a estrear-se na categoria máxima do automobilismo, a mais exigente e a que tem mais velocidade, e, por isso, a que supostamente reúne os melhores pilotos do Mundo. Na altura, ainda só tinha corrido uma temporada numa categoria de carros. Agora, com 18 anos, prepara-se para fazer a sua primeira temporada, este fim de semana, no Grande Prémio de Abu Dhabi. Um jovem que muitos já comparam a Senna e Schumacher

Andre Penner

"Absolutamente fantástico, calculado na perfeição. Continua, simplesmente, a impressionar." Foram as palavras do ex-piloto de Fórumla 1 e comentador da BBC, o britânico David Coulthard, quando descreveu o adiantamente do piloto da Red Bull sobre o mexicano Sergio Pérez (da Force India), no ano passado, no Grande Prémio do Brasil. "Comparo-o a Michael Schumacher e a Ayrton Senna. Apesar de estar no início, é tão bom como eles", acrescentou Eddie Jordan, que foi dono e diretor da equipa com a qual Schumacher se estreou em 1991.

Esta temporada, uma das características de Verstappen que mais se destacou foi a capacidade para fazer ultrapassagens difíceis aos rivais. E fê-lo frente ao australiano Daniel Ricciardo, no Grande Prémio da Malásia; na bifurcação, na China, com Marcus Ericsson; com Pastor Maldonado, na curva de Saint Devote no Mónaco; com Felipe Nasr, a mais de 300 quilómetros por hora na Bélgica; e frente a Pérez, no circuito de Interlagos.

Tem captado as atenções. Principalmente, dentro da área. E, por isso, para um outro ex-piloto britânico de Fórmula 1 (e vencedor das 24 Horas de Le Mans), Allan McNish, "Verstappen tem uma excelente perceção do espaço, uma consciência especial dos limites do seu carro e dos seus rivais".

Mas vamos passar agora ao próprio Max Verstappen. O jovem piloto disse à BBC que aprendeu muito com a experiência do pai (Jos, expiloto de Fórmula 1). "Ele era muito rigoroso quando eu era mais jovem, mas isso serviu-me para chegar onde estou. (...) Muitas vezes não gostava. Via amigos que não eram tão profissionais, que se divertiam e passavam tempo juntos. Eu nunca fiz isso, o meu pai dizia que não era profissional, que tinha de me concentrar para atingir os resultados e foi isso que fizemos."

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