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Figo diz que a investigação a Platini não afeta candidatura de Infantino à FIFA

O antigo internacional português Luís Figo considerou hoje que a investigação a Michel Platini não afetará a candidatura de Infantino à FIFA, numa entrevista à agência EFE na qual admite a hipótese de liderar um organismo do futebol luso.

"Um dia bom para FIFA e para o futebol. A mudança está finalmente a chegar. Como disse na minha declaração de sexta-feira: o dia podia tardar, mas chegaria. Ele aí está", declarou o antigo futebolista, que se candidatou às mais recentes eleições da FIFA, acabando por retirar-se a poucos dias do congresso eleitoral.

"Um dia bom para FIFA e para o futebol. A mudança está finalmente a chegar. Como disse na minha declaração de sexta-feira: o dia podia tardar, mas chegaria. Ele aí está", declarou o antigo futebolista, que se candidatou às mais recentes eleições da FIFA, acabando por retirar-se a poucos dias do congresso eleitoral.

© Leonhard Foeger / Reuters

"Não vejo como [a investigação a Platini] possa afetar a candidatura de Gianni Infantino. Toda a gente conhece o seu trabalho e o rigor. Ele vive do seu trabalho e tem vindo a desempenhar de forma brilhante todas as funções que tem ocupado", referiu Luís Figo.

O antigo futebolista explica porque decidiu apoiar a candidatura de Infantino, secretário-geral da UEFA, à FIFA: "É um homem apaixonado pelo futebol. Centrará as suas ações no futebol e não em manobras de bastidores, que têm como objetivo perpetuar quem está no poder".

Na entrevista à agência noticiosa espanhola, Luís Figo afirmou que não ponderou uma nova candidatura à FIFA por ter percebido que "sem os devidos apoios é muito difícil conseguir os objetivos".

Confrontado com a pergunta se gostaria de ocupar um cargo diretivo no Sporting, na federação portuguesa ou na liga de clubes, Luís Figo admitiu essas possibilidades e lembrou a sua experiência diretiva.

"Não escondo que ser diretor me atrai mais do que ser treinador. Tenho experiência de gestão tanto nas minhas empresas como na minha fundação. Tenho noções de direção desportiva pelos cargos que desempenhei no Inter [de Milão]. Não fecho a porta a um cargo de dirigente, desde que o projeto seja interessante", disse.

Na entrevista, Luís Figo elogiou José Mourinho, o treinador com o qual terminou a carreira em 2009 no Inter de Milão: "Mourinho é, e será sempre, especial, independentemente do que aconteça esta época. Fez e continuará a fazer história no futebol mundial. Tem um conhecimento incrível do jogo e uma forma notável de transmitir as ideias aos jogadores".

Na entrevista, o antigo internacional português, Bola de Ouro em 2000, aborda ainda as suas passagens pelo FC Barcelona (1995-2000) e Real Madrid (2000-2005) e a polémica transferência da Catalunha para a capital espanhola.

"Parece-me que a direção do FC Barcelona não mostrou o respeito que merecia como jogador importante que era para o clube. Perante esse cenário, aceitei a oferta do Real Madrid (...) Se tivesse ido para outro clube não teria havido tanta polémica, mas fui para o Real e isso levou muitos a atacarem-me sem saberem os motivos", explicou.

Lusa

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