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Antigo vice-presidente da FIFA diz que Blatter fez ainda pior no passado

Chung Mong-joon, antigo vice-presidente da FIFA, suspenso por seis anos, congratulou-se hoje pela suspensão de Joseph Blatter por oito anos, considerando, ainda assim, que os factos que justificaram a punição foram "menores" que outros em que esteve implicado.

Chung Mong-joon com Blatter em 2007.

Chung Mong-joon com Blatter em 2007.

© Jo Yong hak / Reuters

"Comparado com os casos ISL ou Visa-Master Card, foi um caso de corrupção menor" que fez cair Joseph Blatter, declarou o sul-coreano, numa alusão ao pagamento em 2011 de 1,8 milhões de euros a Michel Platini, presidente da UEFA, também suspenso por oito anos na segunda-feira pela Comissão de Ética da FIFA, por um trabalho de consultadoria realizado em 2002.

"No caso ISL, que foi um caso de corrupção bastante mais grave, a Comissão de Ética ilibou Blatter, considerando que ele apenas tinha sido 'desajeitado'. É interessante ver que (desta vez) a Comissão de Ética não considerou Blatter apenas 'desajeitado'", continuou Chung, numa declaração à AFP através do seu porta-voz.

De acordo com o ex-vice-presidente da FIFA, "a Comissão de Ética parece querer muito redimir-se".

O milionário sul-coreano, membro da família proprietária da Hyundai, foi considerado culpado por infrações no quadro da atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022 e suspenso de todas as atividades ligadas ao futebol por seis anos, no passado dia 08 de outubro, pela comissão de Ética da FIFA, numa altura em que era candidato à sucessão de Joseph Blatter na presidência do organismo internacional.

Na altura, Chung considerou a Comissão de Ética de "matar a soldo de Sepp Blatter".

O caso ISL, a que Chung faz referência, diz respeito a um inquérito levado a cabo pela justiça norte-americana sobre essa sociedade de marketing desportivo, suspeita de ter pagado 92 milhões de euros de 'luvas' para obter os direitos de difusão de várias competições nos anos 90.

Nessa época, Joseph Blatter era o braço direito do seu antecessor na presidência da FIFA, o brasileiro João Havelange, a quem sucedeu em 1998, e que sempre declarou nunca ter tido conhecimento de quaisquer casos de corrupção.

O caso Visa-Mastercard está ligado a um litígio entre esses dois patrocinadores da FIFA que custou 90 milhões de dólares, (cerca de 92 milhões de euros) à própria FIFA.

Lusa

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