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Antigo tesoureiro da IAAF vai recorrer da irradiação do atletismo

O russo Valentin Balakhnichev, antigo tesoureiro da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), garantiu esta quinta-feira que vai recorrer da decisão do organismo de o irradiar da modalidade.

Balakhnichev era acusado, entre outras coisas, de propor a atletas russos a ocultação de resultados positivos antidoping a troco de subornos, de forma a viabilizar a sua participação em grandes eventos desportivos. (Arquivo)

Balakhnichev era acusado, entre outras coisas, de propor a atletas russos a ocultação de resultados positivos antidoping a troco de subornos, de forma a viabilizar a sua participação em grandes eventos desportivos. (Arquivo)

© Joseph Okanga / Reuters

"Tenho de o fazer [recorrer], não penso deixar as coisas como estão. Esta é uma decisão política clara da Comissão de Ética", afirmou Valentin Balakhnichev, em declarações à rádio russa Eco de Moscovo.

Balakhnichev, que já foi presidente da Federação Russa de Atletismo, insistiu na sua inocência e assegurou que os factos apresentados pela IAAF "não são verdadeiros".

Valentin Balakhnichev foi hoje irradiado pela IAAF, tal como o seu compatriota Alexei Melnikov, antigo treinador da seleção de marcha, e o senegalês Papa Massata Diack, filho do antigo presidente do organismo Lamine Diack.

Balakhnichev era acusado, entre outras coisas, de propor a atletas russos a ocultação de resultados positivos antidoping a troco de subornos, de forma a viabilizar a sua participação em grandes eventos desportivos.

Em declarações à agência noticiosa russa TASS, Valentin Balakhnichev afirmou que o principal objetivo da decisão "é descredibilizar todo o desporto russo".

Entretanto, em declarações à agência russa R-Sport, o ministro do Desporto da Rússia, Vitali Mutko, admitiu que a decisão "era esperada" e considerou que "não faz sentido recorrer dela".

A IAAF anunciou hoje, após uma recomendação da sua Comissão de Ética, a irradiação dos três antigos responsáveis e a suspensão por cinco anos o médico francês Gabriel Dollé, antigo responsável do organismo pelo combate ao doping.

O organismo máximo foi abalado por suspeitas de corrupção e irregularidades relacionadas com doping na sequência de um relatório divulgado em novembro pela Agência Mundial Antidopagem (AMA), que já levou à suspensão da Federação Russa de Atletismo, por uso por uso sistemático de doping.

Lusa

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