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Mayne-Nicholls recorre da suspensão de sete anos imposta pela FIFA

O chileno Harold Mayne-Nicholls, presidente da comissão que avaliou as candidaturas à organização dos Mundiais de futebol de 2018 e 2022, vai recorrer da suspensão por sete anos, por violar várias normas do Código de Ética da FIFA.

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

O ex-presidente da Federação Chilena de Futebol denunciou a "falta de proporcionalidade das sanções", "paranoia e ausência de liderança da FIFA", depois de ter tomado conhecimento dos fundamentos da suspensão imposta em julho de 2015 pelo Comité de Ética do organismo regulador do futebol mundial.

"O que se passa na FIFA é estranhíssimo. Difícil de entender. Todas as portas estavam fechadas. Nunca tinha visto uma coisa assim. É paranoia. E demonstra que ninguém está a exercer a liderança", assinalou Mayne-Nicholls, que esperou 192 dias para conhecer os motivos da suspensão, em entrevista à EFE.

Na qualidade de presidente da comissão que avaliou as candidaturas à organização das próximas duas edições do Campeonato do Mundo, o dirigente chileno foi o autor do documento que deu pior nota ao Qatar, que acabou por ser o país escolhido para acolher o torneio em 2022.

A Rússia ganhou a corrida à organização do Mundial de 2018 numa segunda votação, depois de a Inglaterra ter sido eliminada na primeira, com um total de 13 votos, contra sete da candidatura ibérica (Portugal e Espanha) e dois do projeto conjunto entre a Holanda e a Bélgica.

O Qatar foi escolhido para ser o anfitrião Mundial de 2022, após quatro votações. Depois das sucessivas eliminações da Austrália, Japão e Coreia do Sul, o Qatar venceu, finalmente, a candidatura dos Estados Unidos, por 14 votos contra oito.

Lusa

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