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Djokovic considera absurdas as insinuações de envolvimento em resultados combinados

O tenista sérvio Novak Djokovic, número um mundial, defendeu-se esta quarta-feira da suspeita que teria perdido um encontro propositadamente em 2007, dizendo que as insinuações do jornal italiano Tuttosport são absurdas.

© Thomas Peter / Reuters

"O jornal sugeriu que perdeu o encontro voluntariamente", começou por referir um jornalista, prontamente interrompido pelo líder do 'ranking' mundial: "O que não é verdade".

O quotidiano italiano sugeriu hoje que Djokovic, então número três mundial, terá perdido voluntariamente o encontro da segunda ronda do torneio francês de Paris-Bercy de 2007, frente ao tenista local Fabrice Santoro, por 6-3 e 6-2, no âmbito do esquema de jogos combinados.

De acordo com o Tuttosport, o sérvio só viajou para Paris para embolsar o 'cachet' destinado aos jogadores que façam o pleno dos nove torneios Masters 1000 (então Masters Series) da temporada.

"Que posso dizer? Perdi esse encontro. Não sei se querem criar um caso com esse encontro ou qualquer encontro perdido nas primeiras rondas por jogadores de topo. Penso que é simplesmente absurdo. Qualquer pessoa pode criar um caso em qualquer encontro. Aqui têm a minha opinião", disparou o número um mundial, depois da sua vitória na segunda ronda do Open da Austrália.

A derrota de 2007 aconteceu no 84.º encontro disputado esse ano por 'Djoko', que tinha sido operado duas semanas antes aos dentes do siso.

Inicialmente, o sérvio não tinha previsto apresentar-se em Bercy, mesmo que a sua presença fosse obrigatória para poder receber os cerca de três milhões de euros de bónus previsto para os quatro tenistas que se encontravam na frente da classificação da época.

"Não há assim tantos encontros em que jogadores do topo do 'ranking' tenham perdido nas primeiras rondas nos últimos dez anos. Mas podem escolher qualquer um e criar uma história com essa derrota", insistiu.

Djokovic sublinhou ainda que não há qualquer tipo de prova, mas apenas especulações. "Mas como esta é a grande história do momento no ténis e no desporto em geral, vão existir muitas alegações", completou.

O nome do número um mundial já tinha aparecido no inquérito levado a cabo pela Procuradoria de Crémone, em Itália, a propósito do escândalo 'Calcioscommese', de apostas ilegais em jogos de futebol, um escândalo que arrastou dois tenistas italianos, Daniele Bracciali et Potito Starace, suspeitos de terem perdido dois encontros propositadamente.

De acordo com o Tuttosport, um antigo tenista sueco, Thomas Nydhal, contou a Manlio Bruni, um dos principais acusados do 'Calcioscommese', que Djokovic teria dito ao treinador de Mario Ancic que tinha intenção de perder.

No entanto, o jornal recorda que o seu nome nunca foi invocado durante o processo.

A BBC revelou no domingo que 16 tenistas que integraram o 'top 50' mundial na última década, incluindo vencedores de torneios do 'Grand Slam', estiveram envolvidos em jogos com resultados combinados.

Lusa

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