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Movistar nega ter ocultado informações sobre estado clínico de ciclista em coma

A Movistar negou hoje ter ocultado dados sobre o estado clínico do ciclista Adriano Malori, que continua em coma induzido na sequência do traumatismo cranioencefálico que sofreu numa queda na quinta etapa do Tour de San Luis.

A Movistar explica que, depois do acidente e de ser admitido no hospital, Malori foi induzido em estado de coma, "entendendo-se como tal o estado de sedação induzido com o objetivo de permitir que as lesões do paciente sarem de forma controlada", pelo que, em nenhum momento, o coma foi consequência direta do traumatismo. (Arquivo)

A Movistar explica que, depois do acidente e de ser admitido no hospital, Malori foi induzido em estado de coma, "entendendo-se como tal o estado de sedação induzido com o objetivo de permitir que as lesões do paciente sarem de forma controlada", pelo que, em nenhum momento, o coma foi consequência direta do traumatismo. (Arquivo)

Daniel Ochoa de Olza / AP

A equipa líder do 'ranking' mundial respondeu assim às especulações surgidas nos últimos dias na imprensa, sobretudo na espanhola, que davam conta que o estado do ciclista italiano era mais grave do que foi tornado público e que este teria caído devido a um problema de saúde e não o contrário.

Depois de informar que o campeão italiano de contrarrelógio vai ser transferido para uma clínica especializada de Buenos Aires (Argentina), a fim de ser submetido a exames médicos "mais precisos, com técnicas e instrumentos não disponíveis na clínica de San Luis, na qual ingressou depois do seu acidente", a formação espanhola assumiu sentir-se na obrigação de clarificar algumas informações veiculadas em diferentes meios de comunicação.

"Primeiro, os corredores que presenciaram o acidente de perto corroboraram a forma como este se produziu: Adriano Malori passou por cima de um buraco, o que o desequilibrou e fez cair contra o asfalto. Esta foi, sem dúvida, a causa do acidente", começa por esclarecer o comunicado.

A Movistar explica que, depois do acidente e de ser admitido no hospital, Malori foi induzido em estado de coma, "entendendo-se como tal o estado de sedação induzido com o objetivo de permitir que as lesões do paciente sarem de forma controlada", pelo que, em nenhum momento, o coma foi consequência direta do traumatismo.

"A Movistar sempre informou do estado físico dos seus ciclistas quando, como no caso de Adriano Malori, são vítimas de um acidente em competição ou fora dela. A informação é dada com a maior transparência e mediante atualizações periódicas, sem prejuízo das limitações que, em ocasiões, impõe o respeito devido da intimidade do corredor afetado e dos seus próximos", prossegue a nota.

Em jeito de conclusão, a equipa na qual alinha o português Nelson Oliveira garante que nunca teve a intenção de ocultar a maior ou menor gravidade do estado físico do corredor.

Lusa

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